29.12.08

A lamentável fuga ao exílio

Como uma versão em preto e branco de Fulgêncio Batista, o presidente da República do Botafogo fugiu do país às vésperas do ano novo e acertou definitivamente o seu exílio no Reino dos Galos. Mas acontece que na nossa gloriosa República, o próximo governo não é composto por guerrilheiros barbudos e nem chegou ao poder através de uma revolução armada, mas através do processo eleitoral legal do país. Por que então a apressada fuga de nosso ex-presidente para o Reino dos Galos?

O ex-presidente fugiu porque tem esqueletos no armário, fugiu porque deixa dívidas e problemas para o próximo governo. Suas declarações cínicas de que a “República do Botafogo é passado” e que “as dívidas deixadas são problema do próximo governo” demonstram no mínimo uma falha de caráter do ex-presidente, além de falta de respeito à República do Botafogo, a seu povo e até mesmo aos 5 anos anteriores, quando ele foi um bom presidente.


No teto da embaixada dos galos, os famigerados colaboradores se acotovelam, tentando uma vaga no helicóptero onde o ex-presidente fugia para o exílio

Os grandes feitos de sua gestão, em especial a vitoriosa campanha das Batalhas do Caio Martins, onde a República reconquistou a 1ª Colônia, e a incorporação da cidade de Engenhão às fronteiras gloriosas não podem ser eclipsados pelo desastre que foi o último ano de seu mandato. Mas esses grandes feitos tampouco podem ser considerados uma espécie de habeas corpus que permite ao ex-presidente e seus colaboradores cometerem toda sorte de erros. O povo glorioso não é do tipo que vende indulgências. Nós sabemos reconhecer as virtudes mas não abrimos mão de cobrar as responsabilidades.

No final das contas, a gestão do ex-presidente Bebeto de Freitas acaba melancolicamente. Assim como muitas das últimas campanhas militares do exército glorioso, a gestão política tinha tudo para ser histórica, eterna, coberta de glórias e respeito do povo. E assim como as últimas campanhas militares, a gestão política atual acabou de maneira triste e pequena, um lamentável e cinzento ocaso.

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Escrever no Botafoguismo foi sem dúvida um dos grandes prazeres que tive em 2008, um ano difícil para mim e para nosso querido Botafogo. Um ano com acontecimentos trágicos que abalaram e ainda causam grande impacto na minha família e também acontecimentos dramáticos que abalaram e ainda causam grande impacto no Botafogo.

Felizmente, portanto, 2008 vai acabando. Que 2009 seja o ano que paremos de chorar e voltemos a sorrir e viver felizes.

Agradeço a todos os que leram, elogiaram, criticaram e participaram do blog e fizeram dele um inesperado sucesso, já com mais de 20.000 visitas (considerando sempre que o “Botafoguismo” já tinha quase 4 meses quando o contador de visitas foi instalado).

Desejo a todos os amigos um grande 2009!

Um grande abraço,
Danilo Rosa Paiva

17.12.08

Os heróis do passado e os borra botas do presente

Hoje é feriado na República do Botafogo! Treze anos atrás, o exército glorioso protagonizou a Grande Marcha de 95, percorrendo um grande caminho em nome do país e da ideologia do botafoguismo. Em 17 de dezembro daquele ano, após meses de intensa campanha, o exército glorioso forçou a rendição dos peixes na batalha final, conquistando a hegemonia total.

Jornais do mundo inteiro noticiaram com grande alegria a conquista do exército republicano, em 17 de dezembro, na Grande Marcha de 95

Essa era a grande glória para um grupo de soldados valorosos, que lutava com muita bravura e coragem em defesa das cores, da bandeira e dos ideais republicanos. Era um exército que contava com uma fabulosa retaguarda, comandada pelo Coronel Gottardo, pelo Tenente-Coronel Gonçalves e que tinha como ajudante de ordens o Major Leandro Ávila. Era um exército que tinha uma infantaria valente, em especial a Companhia Sergio Manuel. E que tinha um poder de fogo fenomenal, comandado pelo General Túlio e pelos poderosos Caças Donizete.

Um grupo de soldados que tinha diferenças públicas, mas que nunca deixou que essas diferenças atrapalhassem o mínimo que fosse o exército em sua marcha. O objetivo era comum a todos e com muita luta ele foi cumprido. Não por acaso aqueles soldados entraram para a Galeria de Grandes Heróis Republicanos. Não por acaso nos museus da capital General Severiano existem belos quadros pintados a óleo, retratando batalhas especiais daquela campanha, como o massacre dos galos nas planícies do Maracanã, ou a Blitzkrieg que arrasou os flamengos nas longínquas planícies de Forrólândia.

Na data do aniversário dessa grande conquista gloriosa, o povo presta as justíssimas homenagens aos grandes heróis que tanto orgulharam os cidadãos, e orgulham até hoje.


A tradicional parada militar de 17 de dezembro comemora a grande conquista do exército glorioso


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Na contra-mão do orgulho pelos heróis do passado está a desconfiança que o povo nutre pelos soldados do presente. Os (poucos) expurgos e as (muitas) deserções de tropas estão levando o povo à preocupação e à incerteza acerca da qualidade do nosso exército no futuro próximo.

O Ministério da Propaganda flamengo, como de costume, agiu rápido e trata de espalhar, diariamente, boatos, fofocas para, através da desinformação, aumentar o clima de insegurança e instabilidade entre o povo glorioso.

Pois o povo viu, seguidamente, os morteiros da Tropa de Granadeiros Renato Silva falharem miseravelmente. Fez manifestações nas ruas para que o Coronel Lucio Flavio fosse passado à reserva por sua falta de brios e coragem nas batalhas. Arrancou cabelos de preocupação e raiva com a total falta de capacidade dos Blindados WP ou com o ridículo problema de mira dos Caças JH. Enfim, o povo que se irritou e sofreu muito com a incompetência dos que desertaram, não pode lamentar a saída desses soldados incompetentes de nossas fronteiras. Suas saídas devem ser comemoradas, não choradas.

O retrato da ineficiência dos blindados WP: não há como lamentar a saída desse e de outros estorvos do exército glorioso

Dizem eles, ao justificarem as deserções, que a República os deve pagamentos de soldo. Isso é verdade, mas não podemos esquecer que esses soldados incompetentes também nos devem, nos devem muito. Eles nos devem esperanças, sonhos, expectativas. Eles nos devem horas de sono, cabelos (ou cabelos que não sejam brancos). Eles nos devem muitas segundas feiras.

Que fujam portanto, antes que o povo resolva cobrar o que eles nos devem. Basta o povo lembrar dos heróis de 13 anos atrás para perceber, sem sombra de dúvidas, que os desertores e expurgados sem qualquer sentimento republicano de hoje não farão nenhuma falta.

12.12.08

Propaganda

Com absoluta convicção, afirmo que o blogue “Mundo Botafogo” (www.mundobotafogo.blogspot.com/) é uma das melhores e mais importantes fontes para dados históricos da nossa querida República do Botafogo. Também é um sítio onde, além de dar valiosas informações sobre o passado republicano, o bravo camarada glorioso e meu bom amigo Rui Moura faz sempre análises brilhantes e precisas sobre a situação presente do nosso amado país.

E, a convite do Rui, escrevi um balanço sobre o ano de 2008, cheio de percalços e dificuldades, esperanças e decepções. O texto pode ser acessado diretamente em http://mundobotafogo.blogspot.com/2008/12/o-breve-2008-o-ano-dos-extremos.html.

Obrigado ao Rui pelo espaço e, a quem não conhece, o Mundo Botafogo realmente vale a visita!

8.12.08

Faltou a Cavalgada das Valquírias

A falta de vontade dos soldados gloriosos em defender Engenhão contra os figos e os conseqüentes saques desses bárbaros acabaram por completo com o que havia restado das linhas de defesa da segunda cidade mais importante da República do Botafogo. A Linha Maginot-Biriba sofreu danos terríveis em sua estrutura, assim como o centro da cidade e suas belas praças foram destruídas. O estrago foi tão grande que estradas foram bloqueadas e linhas de comunicação foram interrompidas, o que impediu que os detalhes da guerra fossem atualizados como de costume.

Se na cidade de Engenhão a situação era caótica, na capital General Severiano a coisa não era muito diferente. Efervescendo politicamente, a capital viu o princípio de uma fuga em massa. Muitos dos que governavam o país já deixaram as fronteiras republicanas, algums rumo ao esquecimento, outros, segundo se diz, rumo ao exílio no Reino dos Galos. No exército, a situação não foi diferente, com ou ameaças e concretizações de deserções e fugas. Algumas tropas, como a Companhia Trigo, estão fugindo do país para não serem presas e julgadas por tribunais populares formados pelo povo revoltoso. Outros, como o Capitão Túlio, que já foi o comissário político para a disseminação do botafoguismo entre as tropas, surpreendeu a todos com seu pedido de baixa e posterior adesão ao exército curinga, para onde devem ir outras tropas que combateram pelo exército glorioso.

O cenário não era nada bonito na capital republicana. Ruas desertas, os tradicionais cafés onde intelectuais e homens do povo costumavam se reunir para celebrar os grandes momentos do país às moscas, insegurança absoluta entre os cidadãos... todos se precavendo para a chegada de uma era de dificuldades e esperando ansiosamente que o novo governo consiga responder à altura da gigantesca tarefa que terá à sua frente.

Foi nesse clima caótico, cheio de desinformações, boatos, inseguranças e com um sentimento de caos instalado, que o Marechal Nei Frango, amante do cinema, se inspirou no Coronel Bill Kilgore de “Apocalypse Now” e decidiu atacar os Porkokorps do Marechal Rommel Luxemburgo em seu próprio território. As semelhanças são incríveis: Tanto o marechal Nei Frango quanto o coronel Bill Kilgore resolveram fazer ataques sem qualquer interesse tático ou estratégico, por locais que não valiam de nada e por motivos pessoais e hedonistas: o Coronel Kilgore, para surfar. O Marechal Nei Frango, para “massagear o ego”.

Mas falta ao marechal de campo glorioso uma boa dose estilo, assim como falta ao que sobrou do exército republicano uma boa dose de tecnologia militar e capacidade bélica. Dessa maneira, as tropas gloriosas não chegaram às feias e sujas margens do Rio Tietê em helicópteros, nem tocando a “Cavalgada das Valquírias”. O ataque à capital dos Porkokorps foi muito mais simples e menos pirotécnico, mas não menos eficaz. Liderados por um efetivo Coronel Lucio Flavio e com o Sargento Renan em grade forma, o exército glorioso conseguiu o improvável e derrotou os sempre perigosos soldados de Rommel Luxemburgo em seu terreno. O golpe decisivo, para aumentar a surpresa, foi dos blindados WP e sua eficiência bissexta.



Palmeiras destruídas às margens do Rio Tietê: o exército glorioso subjugou as tropas do Porkokorps em seu próprio território

O ataque sem sentido para massagear o ego do Marechal Nei Frango funcionou, afinal. Os soldados voltaram para casa vencedores e o povo glorioso pôde abrir as janelas por alguns instantes e apreciar o sol quente da manhã.
Ego massageado e fim definitivo das campanhas militares por esse ano, a República tem no horizonte enormes desafios: o futuro governo deverá contornar uma crise grave econômica que assola o país, assim como uma grave crise de respeitabilidade, entre os outros países e soldados. O exército, seja lá como ele for formado para as futuras campanhas, por sua vez deverá contornar uma crise de credibilidade junto ao povo glorioso. Terá que se mostrar mais tenaz e mais digno, terá que lutar com mais bravura e menos frescura, terá que buscar as vitórias e devolver ao povo republicano todo o orgulho que sempre caracterizou o povo glorioso.

Como já foi dito, a luta nunca termina, ela apenas começa! E é hora de começar mais uma etapa da eterna batalha em nome do botafoguismo.

Helicópteros poderosos chegando para atacar ao som da "Cavalgada das Valquírias" de Wagner, inspirando terror nos inimigos. Isso foi o que faltou aos gloriosos esse ano. Que não falte nas batalhas de 2009.

27.11.08

De pé, molengas!

Definitivamente, a política é o assunto do momento na República do Botafogo. A unidade forjada sem base concreta, seu rompimento, a quase dissolução do governo de transição, tentativas e acusações de golpes e, finalmente, a confirmação do próximo governo, que assumirá o que restou do atual, foragido e, dizem, partindo para o exílio no Reino dos Galos.

Mas as peripécias dos políticos alvinegros, por mais importantes que sejam, não podem ser o único foco da atenção dos gloriosos. Não enquanto ainda há batalhas a serem travadas. Desesperados por estarem abaixo da linha da miséria e prestes a perder sua 1ª Colônia, os figos marcham contra a República, contra a cidade de Engenhão. Querem fazer saques, cometer atos vis e bárbaros e tentar salvar a própria pele da miséria em se encontram.


Mesmo parcialmente destruída e em escombros, a cidade de Engenhão deve ser protegida dos saqueadores bárbaros figos.

Os figos, como de costume em campanhas desesperadas, lançam mão de um palavrório barato, tentando motivar os seus. Correspondentes gloriosos no território inimigo dão informes precisos de que os figos avançam considerando a vitória como certa e que os saques serão feitos, pois os gloriosos não são páreo para eles. Arrogantes, eles lembram das muitas vezes que usaram árbitros de destruição em massa contra a República e sorriem, considerando isso como um grande feito, mostrando toda sua baixeza rastejante.

Eles são nossos inimigos. Nunca tivemos boas relações com eles e não temos motivos para ajudá-los. Que percam o direito à 1ª Colônia, que voltem ao seu lugar como aldeia subdesenvolvida e insignificante.

Por isso, de pé seus molengas que dizem ser soldados gloriosos! A guerra ainda não acabou! Se vocês não têm honra ou coração para lutarem por vocês mesmos, que façam isso pelos milhões de gloriosos que um dia já depositaram confiança e esperança em vocês. Perder é inaceitável.

Que motivo melhor e mais nobre para lutar que pela nossa bandeira, honra e tradições? Só isso já é motivo suficiente para dedicação total. Só isso já é muito maior que qualquer preguiça, desmotivação e inaceitáveis e malditos subornos.

De pé, seus molengas! À batalha, e à vitória!

Cavem trincheiras, soldados. Lutem e vençam. Por nós e pela honra, não por subornos ou qualquer outro motivo obscuro.

26.11.08

A crise e a política pelo "bem maior"

A crise toma conta da República do Botafogo. Nada está imune a ela, nenhum setor da sociedade e da vida do país está livre de seus longos tentáculos.

No aspecto militar, as perspectivas não são boas, com a manutenção de um comando incompetente e de tropas ineficazes, além de uma provável deserção em massa de soldados e pouca perspectiva de reconstrução das tropas. A cidade de Engenhão foi bombardeada, o anel de ferro da Linha Maginot-Biriba caiu e não há muitas esperanças de que seja recuperado tão cedo.

No aspecto financeiro, o país segue mergulhado em dívidas, sem fontes de receita. Falido, o atual governo optou por terceirizar a economia e receitas, num liberalismo de fazer inveja a Francis Fukuyama. O problema é que “investidores amigos” não têm pátria nem coração, não defendem causas ou bandeiras, não trabalham pelo bem comum, mas pelo bem específico, não têm interesse no preto e branco, a única cor que os comove é o verde do dinheiro. Assim, a solução com tais investidores se revelou ainda pior para a República.

No aspecto político, a crise se desdobra. Primeiro, o abandono completo e absoluto do atual governo, que simplesmente deixou suas obrigações para trás. Especula-se mesmo que o presidente trama seu exílio no Reino dos Galos, o que deixou um vácuo de poder e comando no país num momento complicado do nosso país. A criação de um novo governo, de unidade, que iria começar uma transição imediata para assumir em breve parecia um pequeno alento...parecia, mas a 3 dias do pleito que confirmaria sua eleição, um racha generalizado acabou com a tal unidade, com o governo de transição e bota em risco a própria eleição.

Os motivos? Os tradicionais, infelizmente. Brigas por cargos, pastas, ministérios, indicações e privilégios políticos. Assim como os investidores “amigos”, os políticos republicanos parecem ter sido tomados pela preferência ao interesse individual em detrimento ao interesse coletivo. E agora? Acusações de traição e deslealdade de ambos os lados. O povo perdido no meio.

Dizem os dissidentes que o que motivou o racha não foi a mesquinha disputa por cargos, vagas e benefícios. Que isso foi uma decisão tomada pensando no bem maior. Sinceramente, difícil de acreditar. Inclusive, uma leitura de seu manifesto aponta claramente o contrário: lá estão coisas como “quebra de acordo para vice presidências, apenas 40% das cadeiras”, entre outras coisas. E é difícil acreditar que divergências políticas e programáticas tão graves a ponto de causar a cisão do governo de transição tenham surgido apenas na antevéspera do pleito.

Agora, os dois grupos, outrora unidos pelo “bem maior” se acusam: um chama o outro de “traidores, mentirosos, aventureiros, rompedores de acordo”. O outro chama o um de “golpistas, oportunistas, fisiologistas e usurpadores da máquina estatal”. Quem tem a razão? Categoricamente e sem medo de errar, digo que nenhum dos dois lados tem razão. Estão todos errados nessa história.

Estão errados porque o que está claro é que os grupos políticos estão, como de costume, botando seus respectivos interesses partidários à frente do “bem maior”. Até mesmo insinuações infantilóides de “meu grupo conseguiu conversar com mais investidores que o outro grupo” já foram lançadas. Ora, se o que norteia todos é o “bem maior” da República, não importa quem conversa com mais investidores e sim que conversas estão sendo feitas e isso será benéfico para todos! Quer dizer, ninguém sabe, pois considerando o naipe de investidores que tivemos até agora...

A dissidência, o racha, a cisão, a briga, tudo isso é sintoma da mesma coisa: na verdade não há quem busque de fato o “bem maior”. Porque a busca pelo interesse coletivo, a busca pelo bem maior não desagrega, ao contrário, ela é aglutinadora. Ela funciona em torno de idéias, e não de nomes e cargos. Ela funciona com base numa determinação legítima e não numa busca por porcentagens de cadeiras num conselho. A forma como a aliança agora rompida foi formada nunca foi essa. Ao contrário, sempre foi obscura, sempre foi esquisita, sempre foi cheia de “no momento apropriado, apresentaremos os projetos e propostas”. Ao contrário da legítima busca pelo “bem maior”, que é feita com o mínio de vaidades, às claras e com participação ou ciência do maior número possível de pessoas, a aliança agora rompida sempre foi feita às escuras e com o mínimo necessário de envolvidos.

O que vemos na política republicana é o festival do “eu primeiro”. Agora partidos brigando abertamente diante de um povo embasbacado e estarrecido, que não crê no que vê. Vemos na política republicana a vitória do poder pelo poder, visando mais poder, para assim conquistar...poder! George Orwell pode sorrir em seu túmulo. A filosofia do Ingsoc caminha a passos largos para triunfar na República do Botafogo.

E o grupo derrotado? Após esse racha, da maneira como se deu, a coexistência está impossível. Ao grupo derrotado, seja ele qual for, não restará alternativa que não a defesa voraz do “quanto pior, melhor”. Porque o sucesso de um grupo, necessariamente, significará o fracasso do outro. E como o mais provável é nenhum grupo consiga se sobressair sobre o outro, a tendência é essa cisão e a briga política enfraquecer ainda mais nossa querida República do Botafogo.

É muito difícil conseguir a unidade política. Muitas vezes ela sequer é desejável. Talvez tudo estaria melhor se os grupos fossem estabelecidos como tal desde o princípio, ao invés de tentar forjar uma falsa unidade baseada em loteamento de cargos e porcentagem de cadeiras no conselho. Aliança essa que, às vésperas do pleito se rompe da pior forma possível.

Qual dos dois grupos sairá vencedor? Não sei e, honestamente, não me importo mais. O que sei, e isso me importa muito, é que a nossa República do Botafogo sai perdendo nisso tudo.

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Serão esses os "investidores amigos" que se aproximam da República do Botafogo, trazidos pelos grupos antes unidos, agora antagonistas?

23.11.08

Anistia ampla, geral e irrestrita... até demais

Antes mesmo de sequer ter sido eleito, o futuro governo, que por hora trabalha numa espécie de transição, já comete seus primeiros equívocos.

Pois é o que, além de gravíssimo equívoco, o futuro governo conceder anistia total a Nei Frango e seu grupo de bandoleiros, restabelecendo o primeiro como Marechal de Campo do exército para o próximo ano e devolvendo a seus comandados a condição de oficiais e soldados republicanos? Pois é o que, além de gravíssimo erro a manutenção da Companhia Fábio, ineficaz e inofensiva no ataque.

São essas as perspectivas de melhoras? É com oficiais incompetentes como o mantido marechal Nei Frango e com soldados incapazes e despreparados como os das Companhias Fabio, Emerson, Edson e outros que o Estado Maior pretende resgatar a força e respeitabilidade do exército glorioso?

A anistia, contra a vontade popular, de soldados e oficiais incompatíveis com a grandeza e a história da República do Botafogo foi o primeiro erro de um governo que sequer começou a governar de fato. Prova disso é que, depois de decretada a anistia, com os bandoleiros e seu comandante de volta à República, não conseguiram sequer impedir o saque dos ventinhos às ruínas da cidade de Engenhão. Saque esse que praticamente garantiu aos inimigos do sul o direito à 1ª Colônia.

Será que Nei Frango é capaz de ser o comandante que liderará as tropas na reconstrução da cidade de Engenhão e da Linha Maginot-Biriba? Por tudo que fez (ou não fez) até agora, é bastante improvável.
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Um comando incompetente significa soldados feridos, tropas eficazes subutilizadas e fracassos na campanha. Por que então manter o comandante incompetente?

18.11.08

São apenas bandoleiros...

Rumores de toda parte dizem que Nei Frango enlouqueceu e agora lidera seus comandados em um grupo de bandoleiros sem pátria, sem coração e sem rumo, que cavalga por aí tentando cometer pequenos roubos e ocasionais agressões. Enfim, um pequeno grupo de criminosos desqualificados que tenta se aproveitar do fim da guerra, quando muitos exércitos já não têm mais objetivos claros. Oportunistas de quinta categoria, dessa gente rasteira que tira benefícios mínimos do caos e acha que isso é um grande feito.

O mais preocupante é que os rumores também dizem que esses bandoleiros, que já foram soldados regulares do exército da República do Botafogo, usam fardas, bandeiras e símbolos gloriosos em suas cavalgadas de crimes e emboscadas.

Tivesse a República um governo, ele deveria prontamente desautorizar os bandoleiros e desvincular o país de qualquer ação desse bando. Nei Frango e seus comandados podem ainda usar as fardas de quando eram soldados regulares, mas agora não passam de um grupo de bandoleiros. Não representam o exército ou o povo glorioso, não dizem nada para a República do Botafogo e não combatem pelas causas que nos são tão preciosas.

São pequenos criminosos que se beneficiam da conjuntura. Alguns justificam seus atos criminosos dizendo que é uma resposta desesperada à falta de pagamento dos soldos. Alguns ainda tentam manter uma postura de soldados, tentando parecer respeitáveis. Mas a verdade que são apenas bandoleiros e não combatem por país ou por causa alguma, apenas por eles mesmos.

Que triste fim para aqueles que já foram respeitados e admirados como soldados do exército glorioso... que triste fim acabar como bandoleiros desonrados que promovem o caos e não têm nada a não ser seu nome gravado na lixeira da História...

13.11.08

O povo, sempre ele. Às barricadas!

A república não pode mais contar com seu governo. Trancados no Palácio do Governo, os que dirigem o país não querem mais sair do bunker onde se escondem, apenas esperando o prazo do mandato terminar. Tampouco pode contar com o exército, que tem um comando incompetente e soldados mal preparados e nem um pouco identificados com os ideais e valores que são tão caros aos republicanos.

A notícia divulgada pelo Ministério da Propaganda flamengo de que um importante ex-secretário de governo é na verdade um cidadão flamengo que trabalhava infiltrado somente serviu para aumentar as feridas entre o povo e seus governantes. A deserção de tropas e fuga de soldados do país também cria um abismo entre esse atual exército e o povo glorioso.

Falta fibra moral ao governo para defender o ideal do botafoguismo. Falta fibra moral ao exército para defender a República. Essas duas instituições atualmente estão destroçadas e desmoralizadas, não representam mais o povo, o país, a bandeira, a História e os ideais gloriosos.

E um país que não tem governo ou exército, só duas coisas podem acontecer: ou o caos se instala e tudo fica ao deus-dará, com o país vítima de bandoleiros, malucos aventureiros, oportunistas, bandidos e à mercê dos inimigos; ou então o povo toma para si a responsabilidade pelo país.

Assim, as circunstâncias novamente chamam o povo glorioso à responsabilidade. E mais uma vez o bravo e valente povo glorioso não fugirá dela. Comitês populares em defesa do botafoguismo já estão sendo formados. As praças da capital General Severiano estão agitadas. Afinal, é em última instância o povo glorioso quem sofre as conseqüências da crise da República, é o povo que sente na pele e é o povo que passa pelas privações. Portanto, não há ninguém mais indicado para defender a república que o cidadão leal e honesto, que dedica sua vida ao ideal do botafoguismo.

Ninguém pode defender nossa bandeira melhor do que os que a amam. Ninguém pode defender nossas fronteiras e valores do que os que dentro delas vivem, do que os que têm tais valores incorporados no fundo do peito. Então, povo glorioso, às barricadas! Nenhum tipo de governo e nenhuma espécie de soldado sem pátria e sem coração representarão melhor o preto e o branco da nossa República que nós mesmos.

Um novo governo está se formando. Que o povo dê um voto de confiança, mas que cobre, fiscalize e participe, para que a situação não chegue a tão deteriorado ponto como a que vivemos hoje.

E, principalmente, que o povo unido, diga em uníssono, em alto e bom tom, o seguinte recado, para esse e para os futuros governos, para os atuais e futuros oficiais e soldados:

A República do Botafogo triunfará, com vocês, sem vocês ou contra vocês!

O povo glorioso. Com esse, a República sempre poderá contar. Às barricadas! Defendamos nossos valores!! Ninguém defenderá o país se o povo não o fizer.
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Seja combatendo a ditadura, seja defendendo seus valores, o povo nunca abandonou a República. Dessa vez não há de ser diferente.

11.11.08

Mais água na sopa: o período de grandes privações

A República está sob poderoso ataque, com suas principais cidades sitiadas, estradas bloqueadas e principais linhas de comunicação cortadas. Sabe-se que os governantes se trancaram no Palácio do Governo e estão por lá escondidos. Sabe-se também que está sendo formado um novo governo e espera-se que esse novo governo saiba reverter essa drástica situação que o país vive hoje. O povo, como de costume, é quem mais sofre com os ataques inimigos e os maus resultados do exército na guerra. Mesmo nos postos de racionamento já há poucos mantimentos e a sopa de batatas tem cada vez mais água e menos batatas.

Após o ataque dos bambis, que utilizaram árbitros de destruição em massa contra a República, a Confederação das Nações isolou a cidade de Engenhão, colocando-a em quarentena como “área radioativa”. O Governo não teve forças para lutar contra mais esse golpe da Confederação das Nações, do PROCOINTEL e do Eixo.


Com as linhas cortadas, a comunicação entre o front e as cidades republicanas está seriamente prejudicada

Para tentar aliviar um pouco essa situação dentro das fronteiras gloriosas, o Estado Maior deslocou o exército para o exterior, para combates de guerrilhas contra os flamengos, cabeças do Eixo e do PROCOINTEL e com fortíssimas ligações com a Confederação das Nações.

A dificuldade de comunicação por causa das linhas cortadas não permite que tenhamos uma visão completa do que ocorreu na batalha. As notícias são escassas e chegam atrasadas, através de mensageiros ou de breves intervalos onde os aparelhos de rádio funcionam. Assim, ficamos sabendo apenas que após a orientação do Estado Maior para guerra de guerrilhas, o marechal Nei Frango foi com seus escolhidos (o termo “escolhidos” deve ser entendido literalmente, pois o marechal utiliza apenas algumas poucas tropas que caíram em seu gosto) para as planícies verdes de Maraca, área de controle internacional, com a idéia de surpreender a movimentação das colunas do exército flamengo.

A prova do crime: aviões flamengos lançam na vegetação das planícies Maracas o poderoso desfolhante químico "limenrique", conhecido como agente verde florescente

O plano foi seriamente prejudicado logo no início dos combates. Os flamengos, como é de seu costume, lançaram mão de árbitros químicos biológicos: utilizaram em larga escala o perigosíssimo desfolhante “limenrique”, conhecido como “agente verde florescente”. Uma terrível fumaça química que derruba as folhas da vegetação e prejudicou muito a camuflagem dos guerrilheiros gloriosos, favorecendo os flamengos. A situação que já era complicada apenas piorou com isso tudo. E o marechal Nei Frango apenas provou que é incapaz de liderar um grande exército numa grande batalha e incapaz de liderar soldados num grupo guerrilheiro. Os flamengos derrotaram os gloriosos. Eles seguem com suas colunas em marcha, enquanto o grupo derrotado do marechal Nei Frango voltou para a República.

Como se a situação já não fosse dramática o suficiente, o marechal Nei Frango, num surto ditatorial, decretou toque de recolher irrestrito nas segundas feiras e deslocou os soldados das batalhas para as ruas republicanas, para garantir que em nenhuma parte do país haja comemorações ou reuniões de gloriosos nesse dia da semana.

Agora, no meio dessa crise toda, a única coisa que o povo glorioso pode fazer é jogar mais água na sopa de batatas e torcer para a crise e as privações passarem o mais rápido possível.

Em tempos de escassez, racionamento e privações, a sopa de batatas do povo tem cada vez mais água e menos batatas.

6.11.08

Apenas bolhas e moinhos

Eu pra sempre sopro bolhas,
Lindas bolhas pelo ar
Elas voam tão alto
Atigem o céu
E assim como meus sonhos
Elas murcham e morrem
A sorte sempre se esconde
Eu já procurei em toda parte
E assim sigo soprando bolhas
Lindas bolhas pelo ar


A cidade de Engenhão foi completamente reduzida a escombros. Já não há mais objetivo algum para o exército republicano, caído em todas as frentes de combate. Ao próximo governo e ao povo, só resta tentar juntar os cacos e reerguer o nome, prestígio e orgulho do país dilacerado.

Nos últimos dois anos, o exército glorioso é uma caricatura de Dom Quixote, travando batalhas épicas contra monstros imaginários em nome de algo fantasioso e de um passado memorável, mas sem base concreta de realização.

Nos últimos dois anos, o povo glorioso é uma caricatura de Sancho Pança, que no fundo sabe que as aventuras do Dom Quixote são loucas e fora da realidade, mas ainda assim embarca nelas de peito e coração abertos.

Pois o povo não quer mais ser Sancho Pança. Isso cansa, cansa muito. Ainda mais quando nosso Dom Quixote é incapaz de dar a nós Sanchos Panças a nossa prometida ilha. Ainda mais quando nosso Dom Quixote não passa nem perto de conquistar o coração da doce Dulcinéia.

A República do Botafogo e seu povo não merecem passar por isso. Queremos mais do que soprar bolhas lindas que murcham tão brevemente. Queremos mais que combater moinhos de vento.

É pedir muito?

3.11.08

O dia em que o terrorismo venceu

Já há muito tempo, o outrora poderoso Reino dos Galos vive sob condições de completa miséria e desgoverno. Sem quaisquer perspectivas, os bandoleiros galos acreditavam que derrotar os gloriosos seria a solução de seus problemas. E, insistentes, atacavam, atacavam e atacavam a República, sem nunca obter sucesso ou sequer ameaçá-la com alguma seriedade.

Após 7 anos de insistência, quando os galos tentaram emboscar as tropas gloriosas que marchavam pela Frente do Monte Sula, o exército republicano tomou Pintinhópolis, declarando a capital do Reino dos Galos como zona desmilitarizada sob supervisão da República do Botafogo.

Desde então, ouvem-se boatos de que terroristas galos estariam negociando com os bambis, com a anuência da Confederação das Nações, a compra de árbitros de destruição em massa para tentar mais um ataque contra os republicanos. E como a cidade de Engenhão ainda está em processo de limpeza da radiação a que foi exposta por causa da bomba “bandeira” lançada pelos bambis, o marechal Nei Frango tratou de deslocar as tropas para Pitinhópolis, para verificar a veracidade de tais boatos.
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Terroristas galos cometem mais um atentado em Pintinhópolis, dessa vez com o artefato de destruição em massa "roman", adquirido ilegalmente de traficantes de árbitros bambis.

Apesar de mais um festival de equívocos do cada vez mais comprovadamente incapaz marechal glorioso, a inspeção em Pintinhópolis seguia seu rumo normal: o exército glorioso circulava sem problemas, mandando absoluto, mesmo com a total inoperância dos blindados WP. Foi quando os boatos se confirmaram. Um grupo terrorista galo conseguiu adquirir o perigoso artefato de destruição em massa “roman” e o utilizou sem parcimônia ou pena contra os gloriosos.

Os soldados republicanos ainda tentaram resistir, mas os efeitos degenerativos instantâneos da arma roman utilizada pelos galos enfraqueceram demais as tropas gloriosas. Com os soldados sofrendo de fraqueza e cegueira momentânea, a retaguarda gloriosa, especialmente as tropas da Companhia Emerson, não fizeram nada para impedir o ataque aéreo dos terroristas galos.

A soma dos danos causados pelo artefato de destruição em massa “roman” e incompetência da retaguarda gloriosa ao repelir o ataque aéreo galo foram determinantes para a decisão tomada pelo Estado Maior glorioso: desocupar Pintinhópolis. Agora, sem o controle glorioso, há relatos de verdadeiro caos na capital dos galos. Massacres, violência, falta de água e luz...

Sem condições de resistir aos árbitros de destruição em massa contrabandeados dos bambis e utilizados pelos terroristas galos, a República cedeu e retornou para Engenhão, onde tentará cavar trincheiras e construir barricadas para impedir a invasão dos platinhas.

Impedir tal invasão é a última alternativa para uma guerra em duas frentes que em alguns momentos nos deu boas perspectivas e grandes esperanças, mas agora só nos traz tristeza e amargura.

Crime: foi descoberto que os bambis, donos do maior arsenal de árbitros de destruição em massa, negociaram com os terroristas galos, com intermédio da Confederação das Nações, a venda do artefato "roman" para ser utilizado contra os gloriosos.

30.10.08

O Dia da Infâmia na Guerra dos Ratos


O plano maquiavélico de Ricardo Speer, arquiteto do pan-flamenguismo e presidente da Confederação das Nações, para acabar com a República do Botafogo avançou ontem. A Confederação das Nações, através do PROCOINTEL, e por causa de seu ódio mortal contra o botafoguismo, mandou seus melhores soldados contra Engenhão: os bambis. O exército glorioso, sem poder contar com seu oficial de suprimentos, em hospital de campanha, nem com 19º Corpo de Infantaria, tinha problemas. Que aumentaram com as decisões equivocadas do marechal Nei Frango, lançando tropas desqualificadas ao combate, como as Companhias ZC e Edson (ver a Companhia Edson em combate e o tenente Ferrero enterrado como almoxarife é algo inacreditável). Mas apesar dos problemas, era uma batalha equilibrada, sem que qualquer dos lados levasse vantagem considerável sobre o outro. O exército glorioso tinha soldados mal preparados e com armamentos fracos, mas compensava isso com bastante aplicação e dedicação, e apesar de alguns apertos o exército glorioso se mantinha firme.

Após breve trégua e a insistência com uma organização equivocada, pouco agressiva e com soldados mal preparados, o marechal Nei Frango modificou finalmente a disposição do exército glorioso na batalha. Ainda era no entanto um combate indefinido, até que um engano lamentável do recém promovido Sargento Renan proporcionou a possibilidade de um tiro com a retaguarda gloriosa escancarada. Os bambis atingiam assim os gloriosos e se punham em posição de vantagem no combate. Foi um equívoco infeliz de nosso promissor sargento e agora é importante saber como será tratado: passar as mãos na cabeça e fingir que nada aconteceu é um erro que já cometemos antes, com o soldado raso Julio César, que depois se provou um grande traidor. Execrar o rapaz também deve ser algo fora de cogitação, pois ele cometeu um equívoco pela inexperiência e a forma como reagiu ao fim da batalha mostra que ele se importa com a República e seu povo.

Perdendo terreno, os gloriosos precisaram ser mais agressivos. Num sobrevôo de reconhecimento, os caças JH conseguiram achar um grande vão na retaguarda bambi, acionando prontamente a Companhia Fabio. O ataque desta companhia falhou, mas os blindados WP vinham logo atrás dando cobertura e conseguiram destruir guarnições bambis. Os gloriosos recuperaram o terreno perdido e voltaram com fúria à batalha.

Mas então, uma outra falha nas linhas gloriosas proporcionaram aos bambis mais um ataque bem sucedido. Diante de um veloz ataque de soldados bambis, os Blindados Leves da Companhia Diguinho falharam. Há quem diga que foi uma dessas simples falhas mecânicas, que infelizmente estão passíveis de acontecer. Há quem diga que não foi um erro, foi um motim deliberado dos pilotos dos blindados, insatisfeitos com as condições no exército glorioso. Impossível saber quem está com a razão, mas o fato é que os Blindados Leves Diguinho tiveram comportamento muito estranho por toda a batalha.

E o fato também é que os bambis avançavam novamente, ganhando terreno rumo ao centro da cidade de Engenhão. Tal situação não podia ser aceita. Os gloriosos se lançaram novamente ao ataque, tentando repelir os bambis. Estes, por sua vez, mostraram mais uma vez os ratos que são. Atacaram os gloriosos com o mais covarde tipo de arma que existe: os árbitros de destruição em massa.

Sob a proteção da Confederação das Nações, os bambis lançam contra Engenhão a bomba "bandeira", que destruiu por completo as esperanças dos gloriosos


A explosão da bomba “bandeira” foi um golpe duríssimo nos gloriosos, que se entregaram de vez. A bomba suja dos ratos destroçou o exército, a cidade de Engenhão e o ânimo do povo glorioso. Uma batalha dura se transformou na Guerra dos Ratos. Uma batalha suja vencida com expedientes covardes, da pior espécie, absolutamente condenáveis por todos. Foi algo tão ilegal, tão covarde e escandaloso que até os flamengos reagiram, condenando a utilização de árbitros de destruição em massa de maneira tão grotesca.

O exército bambi ganhou nos últimos anos fama e uma reputação de invencibilidade. Mas sob quais condições? Como verdadeiros ratos, eles agem nas sombras, de maneira oportunista, covarde e suja. Sobrevivem porque utilizam expedientes e estratagemas ilícitos, sobrevivem como ratos porque têm o apoio do “dono do queijo” a Confederação das Nações. Que 29 de outubro fique conhecido na História como o Dia da Infâmia, como o dia que um ataque imoral foi responsável pela queda de Engenhão.

A Linha Maginot-Biriba foi reduzida a pó. A Confederação das Nações, agindo através de sua tropa de elite bambi conseguiu seu objetivo e alijou a República do Botafogo de qualquer pretensão maior. A guerra nessa frente está invariavelmente perdida. Resta ainda uma pequena esperança de sucesso na Frente do Monte Sula. Mas resta aos republicanos apenas recolher os cacos, contar as baixas e utilizar o tempo no fim do ano para reorganizar as linhas de Engenhão e seu exército, que deverá sofrer uma grande reformulação.
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O povo glorioso não agüenta mais vagar pelo deserto. Que o próximo governo e um novo exército nos conduzam à felicidade prometida.

29.10.08

O ataque do PROCOINTEL

O clima está agitadíssimo em General Severiano. O povo ensaia revoltas nas ruas e praças da capital, atingido com a força de um soco no estômago por um acontecimento prejudicial aos interesses gloriosos e que beneficiam nosso principal inimigo, o Reino da Gávea.

Foi em choque que a República descobriu a existência do PROCOINTEL – Programa de Contra Inteligência, entidade ilegal de espionagem e sabotagem formada por membros da Confederação das Nações, da Guarda Internacional dos Boinas Azuis e dos altos escalões da corte do Reino da Gávea.

Agindo nas sombras, o PROCOINTEL foi se aproximando do governo republicano, ganhando sua confiança e fazendo-o baixar a guarda. Coisa de que fato ocorreu, a ponto de nos círculos governamentais gloriosos, os famigerados ministros sem pasta anunciarem que tinham relação de irmandade com os flamengos.

Pois confiança demais em um país que sempre se valeu de artifícios ilegais, confiança demais na Confederação das Nações que sempre trabalhou para os flamengos, só podia dar nisso: foi descoberta uma movimentação de tropas flamengas visando um ataque contra a República. Manobras ilegais da Confederação das Nações, com apoio da guarda internacional dos Boinas Azuis impedem que as tropas saiam dos quartéis e vão para a posição mais favorável para repelir a marcha inimiga: sob a proteção da Linha Maginot-Biriba. Assim, o exército glorioso terá de se deslocar para as planícies verdes de Maraca-Somme.

Os flamengos sempre tiveram medo de enfrentar os canhões de Engenhão. Sempre tiveram e sempre declararam esse medo. E, considerando o país e as entidades com que estávamos lidando, não podíamos esperar nada diferente de punhos de aço escondidos sob luvas de veludo.

Poderosas forças internacionais protegendo e favorecendo os flamengos. O governo perdido, com cara de bobo e tentando remediar depois que o ataque foi feito, ao invés de preveni-lo e evitá-lo. O povo glorioso revoltado. Nada que não tenha acontecido antes, é verdade. Mas acontecerá até quando?

Chega!

27.10.08

Brigadas Internacionais - um triste ocaso?

No começo das campanhas militares de 2008, o exército glorioso estava sendo remodelado, após alguns expurgos de traidores, como o Oficial de Infantaria Dodô (descobriu-se que ele desviava cargas de café dos armazéns republicanos para uso próprio) ou o Rato Joílson (que estava espionando e trabalhando em segredo para os bambis). Além deles alguns então oficiais também foram enviados para o ostracismo do exílio, por falhas graves no cumprimento do dever republicano, destacando-se a Companhia Errante ZR e o Tenente Anselmo “Juninho”, que não conseguiu nunca combater com eficiência o fogo aéreo inimigo.

O povo acompanhava, com interesse e de certa maneira preocupado, a etapa de alistamento após tais expurgos. A resistência dos comandantes militares em utilizar recrutas recém formados nas Academias Militares Gloriosas, somada à pouca capacidade das tropas externas “alistáveis” deixava uma certa tensão nas ruas da República. Formaríamos um exército em condições de combater com a firmeza necessária?

A solução tentada foi fazer uma campanha internacional de recrutamento, apresentando os nobres valores do botafoguismo para trazer tropas e soldados capacitados para representar a República: estavam sendo fundadas as Brigadas Internacionais Gloriosas e seu principal corpo armado, a Brigada Basso-Fischer, homenageando heróis estrangeiros que se dedicaram à causa republicana no passado.

Foram recrutados para o exército republicano o Capitão Castillo, comandante da retaguarda, o Tenente Ferrero, também para reforço na retaguarda gloriosa, além do que foi chamado de “arma mortífera de guerra”, mas acabou se tornando um enorme equívoco posteriormente: os balões Escalada.
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Punhos cerrados ao alto: os brigadistas gloriosos saúdam o povo glorioso em sua chegada à República
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O povo se encheu de esperança e empolgação. As Brigadas Internacionais Gloriosas traziam um ar de novidade e de mudança de rumos. Foi com grande felicidade e expectativa que uma multidão de populares saudou, de punhos cerrados para o alto, o desfile dos brigadistas quando eles chegaram à capital General Severiano.

Logo lançados aos combates, os dois oficiais da retaguarda corresponderam às expectativas: eram calmos, seguros e bons combatentes. Caíram nas graças do povo. Os Balões Escalados, por sua vez, eram pesados, difíceis de montar e mostraram-se ineficientes nos testes. Foram logo descartados e enviados de volta para de onde vieram.

As brigadas sofreram o primeiro revés na duríssima batalha pelo controle da ponte Guanabara, contra os flamengos. O tenente Ferrero foi o pivô de um evento onde o observador internacional da guerra mudou dramaticamente os rumos da batalha, favorecendo os flamengos. Nessa dura batalha, ele ainda se feriu, ficando boa parte do tempo no hospital de campanha. Por infelicidade, ainda não completamente revigorado, ele participou da trágica derrota contra os axés, na campanha que determinou a ida do asno Geninho ao paredão, após grande revolta popular. O Tenente Ferrero segue no exército, mas sem combater. Alijado de todas as atividades de guerra, foi designado a almoxarife do quartel. O que é uma pena, pois sua capacidade militar é bem maior que a da Tropa de Granadeiros RS ou a Companhia Edson.

O Capitão Castillo começou como uma grande unanimidade entre o povo. Atrevido, dava um ar de ousadia ao exército glorioso, quebrando um pouco o “bom mocismo” extremado do Coronel Lucio Flavio. Quando, cercado pelos flamengos, não recuou e os encarou à baioneta, foi condecorado por sua bravura em defesa do botafoguismo. Com a diminuição do ímpeto ofensivo glorioso e especialmente na última batalha pela frente do Monte Sula, começou a ser questionado pelo povo. Questionado até de maneira exagerada, pois é um bom oficial, competente e que nunca se omitiu. Mas que agora, estará fora do exército por um longo período, sendo atendido no hospital de campanha, após ser ferido no próprio quartel, durante preparativos para batalha.

Após o fiasco dos Balões Escalada, o governo foi novamente ao exterior para recrutar brigadistas. Conseguiu comprar uma divisão dos Tanques Zárate, armamento pesado com canhão poderoso. Mas que se tornou uma enorme e infindável novela mexicana. Primeiro, todo o interminável processo para a liberação aduaneira dos tanques, que ficaram presos no porto à espera da resolução da burocracia. Depois, todo o interminável processo de estudo dos manuais e conhecimento de peças dos Tanques Zárate, para que os mecânicos os pusessem em condições de combater (todo o tempo de espera no porto deixaram os tanques sem lubrificação e com uma grossa camada de ferrugem, que teve de ser removida). E quando os Tanques Zárate finalmente começaram a ser utilizados em combate, deixando em alguns momentos o povo empolgado, eis que surge a notícia que, por falta de pagamento das faturas, existe uma possibilidade de toda a divisão ser devolvida. O incrivelmente mal feito planejamento econômico do governo resultaria nesse caso em uma situação gritante de muito trabalho, tempo e expectativa reduzidos a pó por incompetência.

Um equipamento de guerra comprovadamente ineficaz e devolvido por isso. Um tenente capacitado, mas que por decisão do comando de guerra não combate e fica preso às funções burocráticas de almoxarife. Um capitão ferido no hospital de campanha. Uma divisão de tanques que pode ser devolvida por falta de pagamento. Será que as Brigadas Internacionais Gloriosas, tão cercadas de altas expectativas terão esse triste fim?

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25.10.08

Vitória em meio à crise

É mesmo incrível o exército glorioso. Suas reações aos eventos externos são quase sempre surpreendentes. Quando o país está em luta para se consolidar como membro efetivo dos países líderes, quando o sentimento do povo é demonstrar força, quando os soldos estão sendo pagos como devem, quando o governo está presente, o exército fracassa, lança o programa de ajuda aos países em crise e decepciona a todos.

No caminho contrário, quando simplesmente não há governo, quando há uma crise disparada pelos inflamados estrelistas, quando os soldados não recebem seus soldos, quando o pleito pelo grupo dos líderes se torna algo impensável, quando o programa de ajuda parece caminhar de vento em popa, então os soldados vão ao combate e retornam para casa em segurança e vitoriosos.

A República viveu dias conturbados após o fracasso frente aos platinhas na Frente do Monte Sula. General Severiano, a capital do país, viveu dias intensos de verdadeira ebulição política. A constatação que não temos mais governo, porque seus ocupantes simplesmente voltaram para casa sem dar maiores explicações, animou os estrelistas, que partiram para o ataque contra exército em evento que dividiu o povo glorioso. Some-se a isso as negociações para a formação do futuro governo, que irá assumir o espaço vazio que existe hoje na nossa política e a própria revolta dos soldados com a falta de seus pagamentos. O Ministério da Propaganda flamengo agiu rápido para aumentar a confusão e já chegou mesmo a decretar não apenas a derrota nessa campanha, como fez o líder estrelista, mas também enormes complicações para o ano que vem. O festival de desinformações só aumentava o clima tenso entre os populares.

Por isso, quando o Marechal Nei Franco anunciou a marcha para a capital dos ipatingas, o povo reagiu com enorme ceticismo. Não era para menos, afinal os ipatingas sempre pediram à República ajuda humanitária através do Programa Glorioso Para a Erradicação da Fome e da Pobreza. Além disso, o próprio marechal republicano é cidadão ipatinga, o que só reforçou a impressão que o enfraquecido e questionado exército glorioso iria endividar ainda mais a República para manter seu programa de ajuda.



Os blinados leves da Companhia Diguinho, sob intenso falatório e especulação sob seu futuro, foram importantes na batalha

Mas não foi isso que aconteceu. O exército não chegou com fardos de ajuda, mas com armas à postos. E apesar de deficiências, no equipamento militar e nas decisões do marechal, atacou e derrotou focos guerrilheiros ipatingas que tentavam causar danos aos republicanos. Sem o oficial de suprimentos, o Coronel Lucio Flávio, com o 19º Corpo de Infantaria perdido nos planaltos ipatingas e com os blindados WP mostrando toda sua habitual ineficácia, coube às tropas intermediárias do exército determinarem a vitória. Primeiro, a Companhia LG, num ataque de ousadia e grande eficiência, e depois tropas que estiveram sob intensa especulação e estão sob desconfiança de deserção: os Blindados Leves da Companhia Diguinho e o Cabo Thiaghuinho. Na retaguarda, a eficiente proteção do Sargento Renan (recém promovido de Cabo) evitou qualquer problema mais grave.

Recém formado nas Academias Militares Gloriosas, o Sargento Renan é promovido, com méritos. Que seu sucesso faça que o governo invista mais em formação militar

Com isso, o exército deixa de lado seu programa de ajuda aos países em crise, para evitar um aprofundamento ainda maior da crise em seu próprio país. Os soldados voltam para casa sãos e salvos, mas não haverá recepção nem do povo, ainda desconfiado, e nem do governo, porque ele não existe mais e abandonou todos na República à própria sorte.

A coisa mais importante a ser feita agora pelos políticos republicanos é acertar o pagamento dos soldos atrasados dos militares. Esse é o passo um para arrefecer a crise e fazer os republicanos terem um fim de ano sem muitos sobressaltos. Porque soldo atrasado significa militares descontentes e soldados descontentes se amotinam, se rebelam, deixam de lutar e entregam batalhas.

E para o povo, mesmo que sejam batalhas agora sem muita importância, é sempre muito doído ver seu exército e sua cidade derrotadas pelos inimigos estrangeiros.

23.10.08

Estrelismo, a doença infantil do botafoguismo

Os ideais do Botafoguismo, aspiração máxima da humanidade, foram criados por um grupo de garotos há longínquos 104 anos, na fundação da República do Botafogo. Nesse pouco mais de século, a República e os ideais do botafoguismo se desenvolveram, grandes heróis republicanos fizeram história e seguem imortalizados nos corações e memórias do povo grande glorioso. Nesses 104 anos, também dificuldades surgiram, como a terrível ditadura de 68-89 que impediu os gloriosos de serem felizes nesse período. Mas bons ou ruins, todos os momentos da história da República do Botafogo ajudaram a formar os altos ideais botafoguistas e a definir o que é o cidadão glorioso.

Porém, engana-se quem acha que o botafoguismo é algo monolítico, duro e engessado e que todos os cidadãos da República têm uma percepção igual do que representam os ideais, as cores e a bandeira. Não, existem muitas formas de entender e de viver o botafoguismo. Mas existe uma corrente que é potencialmente perigosa, por seu caráter nocivo à República e por ser fomentadora de divisões internas: estamos falando do “estrelismo”, a doença infantil do botafoguismo.

Os estrelistas são assim chamados por se considerarem os grandes e verdadeiros defensores da estrela, símbolo máximo da nossa República. Mas normalmente suas visões imediatistas e seus posicionamentos oportunistas visando interesses que não são exatamente o progresso da República acabam tendo como efeito prático prejuízos ao país e ao exército glorioso.

Recentemente presenciamos mais um ataque dos estrelistas. Após mais uma derrota dos Borra-Botas, contra os platinhas, e com os soldados voltando para casa com o rabo entre as pernas, vieram os disparos estrelistas. A princípio era uma iniciativa louvável criticar duramente os soldados por seus desserviços ao país. Mas a princípio, quase sempre as ações dos estrelistas são louváveis e é assim que essa corrente conquista adeptos. Justamente por isso, todas as ações estrelistas devem ser analisadas mais a fundo.
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Esse disparo crítico contra os soldados parece ter não como motivação um legítimo sentimento de revolta com as falhas e vergonhosas derrotas dos militares em combate. Ao contrário, seu teor é político, muito bem pensado e tem objetivos claros: se aproveitar do completo vazio de poder existente hoje na República para aumentar ainda mais os problemas, aprofundar a crise e assim ganhar terreno, apresentando-se como “a alternativa, a solução”.

A estratégia estrelista é, como de costume, fomentar a divisão, promover o “quanto pior, melhor”, para ganhar espaço.

Existe a revolta genuína do povo, contra a falta de brios do exército e contra a falta de tudo do governo. Mas essa revolta genuína não pode ser usurpada por oportunistas com interesses específicos e que passam bem longe do interesse legítimo da República.

Não esqueçamos que quem fala hoje se colocando na posição de “paladino republicano” é o mesmo que financiou e apoiou o grupo de traidores que se infiltrou no governo e levou nosso país à completa bancarrota, perdendo até mesmo por um tempo a 1ª Colônia.

O estrelismo é uma armadilha. Uma leitura equivocada do botafoguismo que por muitas vezes coloca os estrelistas mesmo contra o botafoguismo e a República. Basta pensar: declarações públicas dadas ao Miniestério de Propaganda flamengo, que esculhambam completamente o governo e o exército republicanos e terminam em um posicionamento eleitoral... a quem serve esse tipo de coisa?

Ao sofrido povo glorioso, seguramente que não.

22.10.08

O repetitivo roteiro dos Borra-Botas

Fossem os soldados e oficiais do exército glorioso escritores ou roteiristas de cinema, iriam ser considerados como de 5ª categoria, daqueles que escrevem os romances baratos de bancas de jornal ou dos que lançam filmes direto para locadoras, e ainda assim as locadoras especializadas em filmes “B”. Isso porque as histórias que protagonizam são extremamente repetitivas. Na recente batalha na Frente do Monte Sula, os Borra-Botas realizaram um amontoado de déjà-vus, todos de triste memória para o povo glorioso.

A batalha seria difícil, todos sabiam. O inimigo tem um exército tradicional, lutava em campo favorável e contava com sua principal arma de ataque, os mortíferos Bruxas, helicópteros de guerra dos mais poderosos existentes. E seguia difícil, até que o pouco imaginativo roteiro do exército começou a ser seguido...

Numa batalha difícil em longínquas terras inimigas, o observador internacional condena uma tropa inimiga por crimes de guerra. Em vantagem numérica de tropas e equipamentos, o exército glorioso não consegue levar vantagem sobre o inimigo.


Lagartas quebradas, amassado, canhão inutilizado...teria sido o blindado WP atingido pelo fogo inimigo? Não, ele é novo e vem assim de fábrica

As tropas de ataque do exército glorioso não conseguem causar danos ao inimigo, por um misto de displicência, falta de calibre e munição.

Um tiro pela culatra dos Tanques AL-4, que acabou alertando e dando as coordenadas ao inimigo para seu ataque aéreo.

As baterias anti aéreas gloriosas falham miseravelmente e as tropas republicanas são duramente castigadas pela força aérea inimiga.

A bateria anti aérea gloriosa nunca soube como foi atingida

A neutralização da principal força de ataque do inimigo é ridiculamente negligenciada e o ataque mortífero e bem sucedido vem justamente de onde mais se esperava.

Sem ninguém à vista, o helicóptero Bruxa lança um míssil mortífero com toda a tranquilidade

Os soldados gloriosos se descontrolam emocionalmente ao ver os danos causados em suas fileiras. Ao invés de luta, o que se vê são gritos, soldados correndo a esmo em desespero e entregando ainda mais terreno ao inimigo. Como reflexo de tal despreparo, o Capitão Túlio comete algum crime de guerra e é condenado pelo observador internacional.

O marechal-de-campo, completamente perdido, trata de enfiar os pés pelas mãos a cada movimento que tenta fazer.

Quando uma situação difícil parecia favorável, os soldados borra-botas entram em ação e o final é trágico para a República.

Quantas vezes esses pontos do roteiro foram lidos ou vistos pelos gloriosos nos últimos dois anos? Os platinhas perceberam que a ameaça republicana não era tão ameaçadora assim, e já se preparam para avançar contra Engenhão e atacar os focos de soldados gloriosos que sobraram depois da desordenada fuga dos republicanos da capital inimiga.

A fuga dos gloriosos do campo de batalha, com os platinhas no seu encalço. Terão eles condições de reorganizar as linhas do exército em Engenhão?

A esperança da República está na reorganização dos soldados em seu território, atacando os invasores sem piedade e destruindo seu exército. Teremos finalmente capítulos de heroísmo, de superação e de alegria para o povo? O seguiremos o modorrento roteiro de nossos soldados e oficiais sem imaginação para fazer algo diferente.

Chega de tantas histórias vagabundas protagonizadas por anti-heróis sem carisma e identificação com o povo. A República quer, e precisa, de novos roteiros. Se é para termos déjà-vus, que ao menos eles sejam de tempos felizes.

19.10.08

O Programa continua! (ou, a Marcha dos Borra-Botas)

Era uma batalha importantíssima, carregada por muitos simbolismos: primeiro, era a homenagem póstuma ao 75º aniversário do General Garrincha, que ao lado do General Nilton Santos é o maior herói da nossa República. Segundo, porque era a batalha onde o exército republicano deveria mostrar força, deveria mostrar que estava com raiva e que não se dobraria aos absurdos da Confederação das Nações e seus tribunais ilegítimos. Terceiro, porque era a batalha para mostrar que o Anel de Ferro que protege Engenhão estava de fato recomposto e reconstruído e que a cidade gloriosa voltara a ser aquela fortaleza que faz o sangue inimigo gelar. Quarto, porque deveria ser o evento em que o exército mostraria ao povo de seu país que o Programa Glorioso Para a Erradicação da Fome e da Pobreza estava definitivamente cancelado e desativado. Quinto, porque a expulsão dos invasores peixes daria argumentos para a República continuar pleiteando posição no grupo dos países líderes.

Mas, como acontece sempre que é uma batalha símbolo, o resultado foi o fracasso. O povo foi às trincheiras dar apoio ao exército contra os invasores peixes, mas se deparou com soldados apáticos e com um marechal de campo que não faz nada a não ser comprovar e comprovar novamente que de fato é um cavalo de Tróia, enviado sabe-se lá de onde para dar esperanças aos gloriosos e depois reduzi-las a pó.

Soldados olham passivamente a destruição de partes de Engenhão - incompetência do comando militar e falta de brios dos soldados custam caro à República

Pois o Marechal Nei Franco bateu orgulhoso no próprio peito, disse que ele era o idealizador do Programa Glorioso Para a Erradicação da Fome e da Pobreza e que não iria abrir mão dele. E fez todo o possível para tratar bem os invasores, ajudando-os a sair da crise em que se encontravam. Lançou ao combate os falidos blindados WP, cujo poder de fogo é semelhante ao de um estilingue operado por uma criança de 4 anos. Os blindados WP cumpriram então seu roteiro habitual de ineficiência e inutilidade. Mas o Marechal não parou por aí: para evitar qualquer tipo de perigo aos peixes, ele também ordenou que os vôos dos Caças JH ficassem restrito ao flanco esquerdo. Sem poder se movimentar, os caças foram de pouquíssima utilidade. Além disso, a insistência em usar o péssimo cabo Thiaguinho em batalha, mesmo estando ele sob fortíssima suspeita de traição e espionagem para os cruzeiros.

Além do Marechal glorioso lançar tropas ao combate sem muito critério, ou com critérios errados, as decisões que toma no decorrer da batalha fazem alguns pensarem se ele não sofre de problemas mentais ou pior, está a serviço de algum inimigo da República. O 19º Corpo de Infantaria, mesmo se comportando mal, mesmo sendo obrigado a marchar num pé só, mesmo com armas sem munição e com baioneta enferrujada, ainda assim, ele continua sendo a única tropa de elite do exército glorioso. Ainda assim, é a única tropa que tenta atacar e que busca assumir responsabilidades no front. Por isso mesmo, essa tropa não pode ser deslocada para a reserva, alijada dos combates para que a tropa do soldado raso Marcelinho Recruta Zero assuma seu posto.

O exército glorioso e seu comandante foram contra a vontade popular e ajudaram decisivamente os peixes a sair da crise. A Linha Maginot-Biriba está com sérios danos estruturais e já não se sabe se resiste a mais golpes. A cidade de Engenhão não inspira mais tantos temores nos inimigos da República. E o mais grave: para manter o famigerado proagrama de ajuda aos países em crise, o marechal Nei Franco endividou a República. Ninguém ajuda peixes, tugas, capibas, bacalhaus e até mesmo os coloridos impunemente. Nossa economia agora já não vai tão bem e entrar no grupo dos países líderes tornou-se algo fora de cogitação.

Mais uma batalha-simbolo perdida. A marcha dos Borra-Botas, grupo de soldados e oficiais fracassados que só fazem mal ao nosso país, continua. O que temos há dois anos são soldados e oficiais incompatíveis com a vitória, incompatíveis com a glória, íntimos do fracasso, do pensamento pequeno, das explicações baratas e das desculpas esfarrapadas. Soldos atrasados? Sim, é caso grave, mas já houve outras batalhas importantes, mais até que essa passada, onde os soldados estavam com soldos em dia e até mesmo adiantados. Mas naquela situação eles também foram fracassados, como fracassaram ontem e fracassarão sempre.

Infelizmente o que temos agora são soldados fracos de espírito e caráter, que se contentam com pouco e acham que é uma grande realização apenas chegar próximo do objetivo. Muito pior é que tal sentimento parece ter algum eco no governo e no povo.

Só nos resta esperar que tenha sido uma “derrota símbolo”, o marco zero do fim de uma triste era, de pequenas alegrias e grandes tristezas e decepções. O primeiro passo será o expurgo em massa dos Borra-Botas.

O povo, em seu amor incondicional à República, continua. Os Borra-Botas passam. Pois que passem logo.

17.10.08

Às barricadas!

O Ministério da Justiça glorioso agiu rápido e, desta vez, com eficiência: foi conseguido um habeas corpus que permitiu que os soldados gloriosos que eram mantidos como presos políticos fossem libertados e retornassem ao lar, ao lado de seus camaradas do exército glorioso.

Mas o clima nas ruas e praças da capital General Severiano continua agitadíssimo. A revolta do povo contra os absurdos e ilegalidades da Confederação das Nações e seu corrupto tribunal internacional continua. Há um sentimento claro e bastante forte entre os homens do povo de que há uma espécie de conspiração para prejudicar gloriosos e azenhas, beneficiando as economias dos porcos, bambis e os falidos (econômica e moralmente) flamengos.



E o clima de tensão só aumentou quando foi descoberta uma marcha dos peixes, bárbaros de Paulicéia, em direção à cidade de Engenhão. Aparentemente, os peixes não acreditam que o Programa Glorioso Para a Erradicação da Fome e da Pobreza tenha sido de fato desativado e cancelado, por isso marcham na esperança de mendigar algo que os faça sair de vez da grave crise econômica e militar que se encontram. Foi o povo republicano exigiu o cancelamento de tal programa, pois a doação descontrolada de recursos já estava prejudicando a economia de nosso país, e é o povo está tratando de pressionar o Marechal Nei Franco para que o cancelamento seja de fato respeitado.

A indignação contra as prisões ilegais e o alerta de tentativa de invasão dos peixes se transformaram em raiva entre os populares; e a raiva se transformou em mobilização: “Todos às barricadas” é o grito recorrente e mais escutado nas ruas gloriosas.

Cantos de mobilização, faixas, o povo se mobilizando e organizando a marcha para Engenhão. Contra os invasores peixes, o que seria uma batalha comum ganhou contornos de uma batalha-símbolo das mais importantes. Porque é nessa batalha que os soldados gloriosos terão a chance de provar que estão com a mesma raiva do povo por conta das indignidades do tribunal corrupto. Porque é nessa batalha que os soldados gloriosos terão a chance de mostrar brios, de dizerem aos corruptos líderes da Confederação das Nações que não, os gloriosos não se curvam ou se rendem à injustiça, corrupção e nem se abatem com ilegalidades ou tramóias sujas.

O povo se mobiliza. O exército faz o mesmo. Essa é a receita para a manutenção da Linha Maginot-Biriba e da cidade de Engenhão. Resistiremos aos conspiradores de gravata! Expulsaremos os invasores peixes! Daqui não se passa! A Linha de Ferro de Engenhão, seu povo e seu exército manterão intactos e no alto a bandeira da República do Botafogo e os valores do botafoguismo.

Às barricadas! A vitória será nossa!


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Essa manhã, me levantei
Ó bela adeus, bela adeus, bela adeus, adeus
Essa manhã, me levantei
E me deparei com o invasor

Republicano, eu vou contigo,
Ó bela adeus, bela adeus, bela adeus, adeus
Republicano, eu vou contigo,
Defender o meu país

E caso eu caia na batalha
Ó bela adeus, bela adeus, bela adeus, adeus
E caso eu caia na batalha
Leve consigo meu fuzil

Cave uma cova na montanha
Ó bela adeus, bela adeus, bela adeus, adeus
Cave uma cova na montanha
Sob a sombra de uma flor

E assim todos que ali passarem
Ó bela adeus, bela adeus, bela adeus, adeus
E assim todos que ali passarem
Dirão “mas que bela flor!”

Essa é a flor de um glorioso
Ó bela adeus, bela adeus, bela adeus, adeus
Essa é a flor de um glorioso
Morto pela liberdade

Morto pela liberdade!

(Canção de resistência dos gloriosos, muito popular nas barricadas)

15.10.08

Sujeira + Incompetência = presos políticos

É sabido por todos que a Confederação das Nações, presidida por Ricardo Speer, arquiteto do pan-flamenguismo, não é o organismo internacional mais justo e imparcial que poderia existir. Muito menos os tribunais internacionais que são ligados a ela.

Mas ainda assim é inacreditavelmente surpreendente o ocorrido na última sessão de tal tribunal. A República do Botafogo foi duramente atingida, vítima dessas “autoridades” internacionais a serviço de sabe-se lá quem: condenados por supostos crimes de guerra, a tropa de elite mais qualificada dos gloriosos, o 19º Pelotão de Infantaria e os importantíssimos caças do Grupamento JH foram presos e estão fora da frente de batalhas.



Ridículo, absolutamente ridículo e inaceitável! Claramente e sem a menor sombra de dúvida, um julgamento político, com motivações políticas e que gerou presos políticos. Quais os crimes de guerra cometidos pelos gloriosos? Até onde se saiba, o “crime” dos Caças JH foi ter sido abatido em pleno vôo rasante para o ataque, na batalha contra os azenhas. O crime dos soldados do 19º Corpo de Infantaria? Esse absolutamente ninguém sabe.

Considerando ser o mesmo tribunal que absolve criminosos genocidas como Toró Himmler (o vilão das crianças), Obina Mengele (o covarde), Dagoberto Hess (o flagelo bambi) e especialmente Kleber Barbie (o açougueiro porco), fica impossível dar credibilidade à condenação dos gloriosos.

Com base numa campanha suja do Ministério de Propaganda Flamenga, através do ministro Renato Mauricio Goebbels, com base numa projeto de Ricardo Speer para a Confederação das Nações favorecer os flamengos, os bambis e os Porcokorps liderados por Rommel Luxemburgo, tribunais inválidos e injustos condenaram os gloriosos e também os azenhas, os principais rivais de flamengos, porcos e bambis na disputa pelo poder e por posições no grupo dos países líderes.

A "arma secreta" dos advogados gloriosos voltou-se contra eles. Incompetência para defender os republicanos num tribunal de cartas marcadas.

Mas é importante que, além da total falta de legitimidade do julgamento, seja falada a total falta de competência da defesa gloriosa a seus soldados e tropas. Inadmissível que num julgamento que seria “mera formalidade”, os pilotos dos Caça JH sejam condenados á prisão perpétua. Inadmissível que nossa tropa mais preparada tenha sido condenada por tempo longuíssimo por... nada!

Pois o Ministério da Justiça glorioso que tome vergonha na cara, recorra e livre de tão injusta pena os soldados de nosso país. É OBRIGAÇÃO dos advogados republicanos se redimirem de tamanho papelão.

Tribunal ilegítimo e injusto + falta de competência da defesa: o binômio que fatalmente resulta em prisioneiros políticos.

Liberdade para os gloriosos! Que caia a máscara do tribunal e dos interesses imundos da Confederação das Nações! Queremos nossos rapazes de volta à República, combatendo com seus camaradas em nome de nosso país!

Não aos presos políticos! Prisão para os criminosos de fato!
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13.10.08

A evolução tecnológica da artilharia gloriosa

É fato conhecido por todos que ao longo de uma guerra, diferentes tipos de equipamentos são desenvolvidos, testados e usados. O desenvolvimento e a evolução dos equipamentos depende, naturalmente, da necessidade do exército durante o desenrolar das batalhas.

O exército glorioso, quando parte para a ofensiva, adota em geral uma tática coordenada de blitzkrieg. Esse tipo de ataque combina as investidas rápidas do Grupamento de Caças JH e seus tiros de metralha que são ideais para tirar a retaguarda inimiga de suas posições entrincheiradas, com a força e potência de ataques da divisão de blindados estrategicamente localizados, e por fim o avanço frontal e corajoso da infantaria, através da tropa de elite do 19º Corpo de Infantaria, do Tenente Carlos Alberto. Tudo isso com a (ao menos na teoria) coordenação do Coronel Lucio Flavio, da Divisão de Suprimentos e o apoio da Divisão de Blindados Rápidos Diguinho, das tropas de infantaria do Capitão Túlio e eventuais participações das Companhias Trigo ou Alessandro pelos flancos.

Essa estratégia que coordena ataque aéreo com fogo de artilharia e avanço da infantaria já fez muito sucesso e trouxe para a República muitas e importantes vitórias. Mas de um tempo para cá, não vem dando os resultados esperados. A tática, dizem os especialistas militares, continua válida. Qual seria o problema então? O problema é que a principal força de artilharia do exército glorioso, os blindados WP dão sinais claros e inequívocos de esgotamento.



Blindado WP: sua blindagem leve e fácil mobilidade o tornaram importantes por um tempo, mas agora contra retaguardas mais poderosas mostra-se um armamento muitas vezes ineficaz

Quando começaram a ser utilizados pelo exército glorioso durante as batalhas pelo controle da Cidade-08, os blindados WP mostraram ser bastante eficientes, mesmo superando as expectativas criadas em torno da nova arma. Por ter uma blindagem mais leve e menos resistente, os WP tinham grande mobilidade e encaravam qualquer terreno com grande valentia e coragem. A audácia de seus pilotos compensava plenamente suas eventuais deficiências bélicas. Como resultado, os blindados WP ajudaram e muito nas vitórias contra os pequenos e desorganizados grupos bandoleiros e guerrilheiros que se metiam no caminho republicano naquela frente de batalha.

Finda essa frente e iniciada a atual, onde o exército glorioso continua pleiteando posição no grupo dos países líderes, as deficiências dos blindados WP começaram a ficar mais claras e se sobressair. Sua blindagem leve, em confronto com retaguardas mais fortes e bem equipadas, torna os WP extremamente vulneráveis a choques e golpes. Seus canhões e metralhadores também mostraram muitas vezes ser de calibre insuficiente para causar danos às blindagens mais poderosas que o exército glorioso enfrenta agora. Isso sem contar os problemas de lubrificação e superaquecimento dos motores e engrenagens e o fato de muitas vezes suas armas emperrarem. O sistema de navegação dos blindados também apresenta muitas vezes falhas, que fazem com que eles raramente estejam no lugar onde deveriam. E a audácia dos pilotos foi substituída por uma espécie de medo dos combates: agora, quando próximos ao combate frontal, eles desligam os motores dos blindados WP, jogam-se no chão e fingem-se de mortos.

A conclusão: os blindados WP, por mais que reconheçamos que tenham sido importantes por um período, estavam se tornando obsoletos e ultrapassados. A República precisaria pensar em uma solução. Como parece haver alguma lei impedindo a utilização de projetos saindo das Escolas Militares de Engenharia ou das Academias de Formação Militar republicanas, a solução seria o exército glorioso comprar novos equipamentos.

E assim foi feito. Em negociação com as Brigadas Internacionais Gloriosas, foi importada toda uma divisão dos Tanques Zárate. Com uma blindagem mais pesada e poder de fogo maior, os Tanques Zárate pareciam ser a solução. Mas o governo da República sofreu muito para conseguir colocá-los em combate. Por culpa do próprio governo, diga-se de passagem. Primeiro, o interminável reme-reme que foi o processo de liberação aduaneira dos tanques. Um processo lento e confuso, que fez com que as tropas marchassem para a Frente do Monte Sula sem os novos equipamentos importados. Depois, a demora absurda dos mecânicos gloriosos em estudar os manuais e sistemas dos Tanques Zárate, a fim de prepará-los para a batalha.

Um primeiro teste foi realizado, mas ficou claro que os mecânicos ainda não haviam feito o trabalho decentemente, e os Tanques Zárate não funcionaram como o esperado. Mais um tempo nos galpões, até que finalmente os tanques foram novamente utilizados: contra os azenhas mostraram ter de fato potencial, mesmo com a derrota dos gloriosos. E contra os axés, na batalha desde o princípio, mostraram que podem ser muito importantes ao exército. Sua blindagem foi posta à prova e correspondeu: mesmo sob fogo, resistiu, avançou e com seu ataque destruiu os carros de som dos axés, deixando a batalha em condições favoráveis aos gloriosos.

O Tanque Zárate mostrou poder de fogo nas batalhas em que participou

Nessas duas últimas batalhas mostrou que seu sistema GPS também é mais confiável que o antigo sistema de navegação dos blindados WP: os Tanques Zárate parecem estar sempre colocados de maneira a se aproveitar das manobras do exército glorioso, pronto a desferir o tiro fatal com sua possante artilharia. E por último, os pilotos dos tanques Zárate parecem ter trazido de volta à força ofensiva gloriosa a ousadia e a valentia: os tanques não desistem de avançar sem medo mesmo em condições perigosas e sob fogo inimigo.

Talvez seja ainda um pouco cedo para chegarmos a uma conclusão definitiva mas os Tanques Zárate parecem de fato ser a evolução tecnológica dos Blindados WP. Mas isso é algo que saberemos com certeza apenas se os Tanques Zárate forem realmente utilizados nas batalhas. Cabe ao Marechal Nei Franco analisar e lançar aos combates o que o exército tem de mais forte, capaz e moderno. Equipamentos obsoletos, mesmo que ainda tenham alguma utilidade (e é inegável que ainda poderão ter) devem ser relegados ao plano de alternativa.

10.10.08

Reconstrução e reforço do Anel de Ferro de Engenhão

Faz pouco tempo, o exército glorioso, ainda sob o breve comando do asno Geninho, precisando se livrar de uma incômoda situação e evitar racionamentos, marchou até a terra dos axés em busca de pontos, o precioso combustível que movimenta a República. Um evento de triste memória para o povo republicano, pois seu exército foi massacrado ainda nos arredores da capital dos axés, sendo facilmente aprisionado e derrotado pelos inimigos. Os axés, conhecidos por seus métodos pouco ortodoxos de tratamento a prisioneiros, submeteram os soldados gloriosos a um dos piores tipos de tortura conhecidos: obrigaram os prisioneiros a ouvirem horas a fio a terrível música local.

Agora, descobriu-se que aquela tortura desumana tinha outros propósitos que não somente a pura maldade. Médicos, psicólogos e psiquiatras axés descobriram que os efeitos da tortura de sua música não acabam quando a vítima para de escutá-la. Ao contrário, ela fica de alguma forma aprisionada no subconsciente da vítima. Assim, uma espécie de “gatilho psicológico” é acionada quando a vítima, mesmo que muito tempo depois, volta a ouvir tão aterrorizante música. Os efeitos são imediatos: a vítima sofre de falta de atenção, fica mais lenta e perde a noção de espaço.

Portanto, ficou bastante claro porque os axés submeteram os gloriosos a tamanha tortura: eles planejavam invadir Engenhão no futuro e instalaram o “gatilho psicológico” do terror na cabeça dos gloriosos. E estava funcionando: ao invés de tanques, o exército axé chegou à cidade gloriosa com e potentes carros de som (chamados no estranho dialeto axé de “trios elétricos”) tocando alto sua odiosa música. O sinistro som disparou o tal gatilho psicológico. O exército glorioso, especialmente a sua retaguarda, sucumbia às lembranças do terror e da tortura. Completamente perdidos, desnorteados e fora de suas posições, permitiram avanços dos axés, que causaram danos aos gloriosos e puseram os invasores em posição de vantagem.


Grande e poderoso, o tanque Zárate dispara para destruir os carros de som dos axés, acabar com o efeito da tortura e deixar a batalha em igualdade de condições

Só haveria uma possibilidade de escapar dessa armadilha mortal: utilizar tropas que não tinham participado da malfadada batalha na capital axé, por isso não haviam sido presos nem torturados, estando portanto imunes aos terrores do gatilho psicológico da tortura. Assim, os tanques Zárate assumiram posição de protagonistas da guerra. Mostrando toda a força de sua blindagem e potência de seu armamento, os tanques Zárate dispararam, destruindo por completo os carros de som inimigos e botando a batalha em igualdade de condições.

A perda de sua principal arma foi demais para os axés. Os gloriosos recuperaram o moral e atacaram ferozmente as posições onde estavam os invasores. Eles até tentavam resistir, mas não tinham forças nem capacidade militar para tanto. O Coronel Lucio Flávio, eficiente nessa batalha, tratou de comandar as tropas rumo à vitória. Primeiro atacando ele mesmo, de maneira bastante eficiente num evento onde mostrou grande capacidade. Depois, cumprindo bem sua função de oficial de suprimentos e possibilitando o ataque fatal da divisão blindada AL-4, que pôs definitivamente os axés para correr.

Uma vitória muito importante, que mostra para o restante dos países que a República do Botafogo ainda tem fortes argumentos para pleitear seu retorno ao grupo dos países líderes. Foi também o mais um passo da reconstrução e ampliação da Linha Maginot-Biriba, conjunto de fortificações que circunda a cidade de Engenhão e a protege, a chamada Linha de Ferro de Engenhão. Além disso, os tanques Zárate, após todo o qüiproquó envolvendo problemas aduaneiros e com os mecânicos que não os punham em condições de combate, mostram de fato ser uma boa alternativa para o exército glorioso. São poderosos e potentes. Sua blindagem privilegiada torna os torna muito difíceis de serem parados.

Soldados e populares se ajudam na reconstrução de alguns pontos e reforço de outros: a Linha Maginot-Biriba vai voltando a ser decisiva na defesa de Engenhão

Há uma esperança novamente renascendo no horizonte glorioso? Ou esse sentimento é fruto apenas (ou talvez principalmente) do já falado “otimismo da vontade”? Esperemos que seja um misto dos dois e que assim, movidos pelo otimismo da vontade, os soldados gloriosos criem bases realmente concretas para a renascente esperança se desenvolver e virar realidade.

Avante gloriosos! Essa é a hora da vitória!