31.1.09

Pequenas dificuldades

Uma série de importantes compromissos e viagens me tirou das fronteiras republicanas nos últimos dias. Com dificuldades de estabelecer linhas de comunicação, muitas vezes as notícias de nosso querido país e das primeiras batalhas contra o Eixo pelo controle da Cidade-09 vieram de mensageiros.

Seguir sem notícias do front foi um grande martírio. Mas a tendência é as coisas voltarem ao normal e o avanço do novo exército glorioso voltará a ser comentado por aqui.

Saudações a todos.

14.1.09

Botas, fuzis, capacetes

O mundo encontra-se novamente sob ameaça. Mais uma vez, a asa negra do obscurantismo do Eixo se mobiliza para a guerra. A terrível aliança entre o Reino da Gávea, o Reio de Laranjal e o Império de Sãojanú se prepara para avançar com suas hordas sobre a Cidade-09 e lá pretende instalar o caos, terror e desgraça.

Mais uma vez, a única esperança está depositada na República do Botafogo. Contra o atraso, contra o obscurantismo e os valores deturpados do Eixo, a presença das tropas republicanas para salvar a pacata Cidade-09 se faz necessária.

Reformulado após os últimos expurgos, os soldados se aprontam para a dura batalha que os espera. Os inimigos são duros, traiçoeiros e têm em suas fileiras muitos dos que foram expurgados de nossas fronteiras.

Vem chegando novamente o tempo de botas, fuzis e capacetes. Que nosso exército marche pelos altos ideais do botafoguismo. Avante gloriosos, com consciência e fuzis, venceremos!


Soldado glorioso! Vai se aproximando a hora de botar fogo nos inimigos e derrotar novamente o Eixo!

7.1.09

A (lamentável) volta do entreguista

É impossível entender de onde vem tamanho fetiche e fixação de alguns setores da República pelo Cabo Anselmo “Juninho”, que aparentemente, acerta com o Estado Maior seu retorno às fileiras do exército glorioso.

Quando combateu pela República do Botafogo, o Cabo Anselmo “Juninho” se destacou na verdade por sua habilidade como lançador de morteiros a média e longa distância. Entre seus admiradores, isso é sempre comentado e lembrado, em histórias que colocam o Cabo como um grande herói de batalhas vencidas.

Mas por mais que os morteiros do Cabo Anselmo “Juninho” tenham, sim, sido importantes em alguns momentos, a verdade é que ele tem uma grande vocação entreguista. Há que se lembrar que o Cabo era responsável pela manutenção das linhas de retaguarda, função importantíssima e muitas vezes pessimamente executada por esse sub-oficial. Era muito comum o Cabo Anselmo “Juninho” encontrar-se fora de sua posição e ser subjugado com facilidade por tropas inimigas, mesmo as mais fracas. Além disso, sua incapacidade e displicência sempre davam um jeito de denunciar as posições da retaguarda gloriosa ao inimigo, que atacava com sua força aérea e causava grandes estragos no exército glorioso.

Quantos revezes republicanos não podem ser creditados ao fato do Cabo Anselmo “Juninho” estar fora de sua posição, denunciar isso para a força aérea inimiga e ainda por cima ser absolutamente incompetente no comando da bateria anti-aérea?

No fim de 2007, quando estava evidente o caráter entreguista do Cabo Anselmo “Juninho”, que começava a ser realmente e seriamente questionado na República, ele fugiu para o exílio, escondido e anônimo no Reino dos Bambis. Para agora ser resgatado e anistiado pelo novo governo, que comete seu primeiro grande equívoco com isso.

Agora, só resta torcer para que essa veia entreguista do Cabo Anselmo “Juninho” não esteja tão ouriçada nesse seu retorno...

Quando souberam do provável retorno do entreguista Cabo Anselmo "Juninho", os países do Eixo trataram de mobilizar suas forças aéreas para atacar a República. Perigo à vista!

2.1.09

Unidos venceremos

Após a lamentável fuga ao exílio do ex-presidente, tomou posse oficialmente o novo governo, que terá muito trabalho para reorganizar a economia e o exército da República do Botafogo. As promessas de serão feitos grandes investimentos em educação, em especial na Escola Marechal Hermes de formação de Soldados deixam todo o povo com grandes esperanças.

O momento agora é de união nacional. Desconfianças, pessimismos e questões político - partidárias devem ser deixadas de lado. Nosso país encontra-se diante de uma encruzilhada histórica e deve tomar o caminho certo, que é o caminho das vitórias, das glórias e da felicidade de seu povo. Ou seja, a República deve retomar o caminho que sempre trilhou. Por isso, toda sorte do mundo ao novo governo.

O povo é mais uma vez chamado a defender seu país e suas cores e, como de costume, corresponderá. Unidos venceremos!
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O objetivo é comum. Por isso, o trabalho deve ser de todos. Viva a República!

29.12.08

A lamentável fuga ao exílio

Como uma versão em preto e branco de Fulgêncio Batista, o presidente da República do Botafogo fugiu do país às vésperas do ano novo e acertou definitivamente o seu exílio no Reino dos Galos. Mas acontece que na nossa gloriosa República, o próximo governo não é composto por guerrilheiros barbudos e nem chegou ao poder através de uma revolução armada, mas através do processo eleitoral legal do país. Por que então a apressada fuga de nosso ex-presidente para o Reino dos Galos?

O ex-presidente fugiu porque tem esqueletos no armário, fugiu porque deixa dívidas e problemas para o próximo governo. Suas declarações cínicas de que a “República do Botafogo é passado” e que “as dívidas deixadas são problema do próximo governo” demonstram no mínimo uma falha de caráter do ex-presidente, além de falta de respeito à República do Botafogo, a seu povo e até mesmo aos 5 anos anteriores, quando ele foi um bom presidente.


No teto da embaixada dos galos, os famigerados colaboradores se acotovelam, tentando uma vaga no helicóptero onde o ex-presidente fugia para o exílio

Os grandes feitos de sua gestão, em especial a vitoriosa campanha das Batalhas do Caio Martins, onde a República reconquistou a 1ª Colônia, e a incorporação da cidade de Engenhão às fronteiras gloriosas não podem ser eclipsados pelo desastre que foi o último ano de seu mandato. Mas esses grandes feitos tampouco podem ser considerados uma espécie de habeas corpus que permite ao ex-presidente e seus colaboradores cometerem toda sorte de erros. O povo glorioso não é do tipo que vende indulgências. Nós sabemos reconhecer as virtudes mas não abrimos mão de cobrar as responsabilidades.

No final das contas, a gestão do ex-presidente Bebeto de Freitas acaba melancolicamente. Assim como muitas das últimas campanhas militares do exército glorioso, a gestão política tinha tudo para ser histórica, eterna, coberta de glórias e respeito do povo. E assim como as últimas campanhas militares, a gestão política atual acabou de maneira triste e pequena, um lamentável e cinzento ocaso.

***

Escrever no Botafoguismo foi sem dúvida um dos grandes prazeres que tive em 2008, um ano difícil para mim e para nosso querido Botafogo. Um ano com acontecimentos trágicos que abalaram e ainda causam grande impacto na minha família e também acontecimentos dramáticos que abalaram e ainda causam grande impacto no Botafogo.

Felizmente, portanto, 2008 vai acabando. Que 2009 seja o ano que paremos de chorar e voltemos a sorrir e viver felizes.

Agradeço a todos os que leram, elogiaram, criticaram e participaram do blog e fizeram dele um inesperado sucesso, já com mais de 20.000 visitas (considerando sempre que o “Botafoguismo” já tinha quase 4 meses quando o contador de visitas foi instalado).

Desejo a todos os amigos um grande 2009!

Um grande abraço,
Danilo Rosa Paiva

17.12.08

Os heróis do passado e os borra botas do presente

Hoje é feriado na República do Botafogo! Treze anos atrás, o exército glorioso protagonizou a Grande Marcha de 95, percorrendo um grande caminho em nome do país e da ideologia do botafoguismo. Em 17 de dezembro daquele ano, após meses de intensa campanha, o exército glorioso forçou a rendição dos peixes na batalha final, conquistando a hegemonia total.

Jornais do mundo inteiro noticiaram com grande alegria a conquista do exército republicano, em 17 de dezembro, na Grande Marcha de 95

Essa era a grande glória para um grupo de soldados valorosos, que lutava com muita bravura e coragem em defesa das cores, da bandeira e dos ideais republicanos. Era um exército que contava com uma fabulosa retaguarda, comandada pelo Coronel Gottardo, pelo Tenente-Coronel Gonçalves e que tinha como ajudante de ordens o Major Leandro Ávila. Era um exército que tinha uma infantaria valente, em especial a Companhia Sergio Manuel. E que tinha um poder de fogo fenomenal, comandado pelo General Túlio e pelos poderosos Caças Donizete.

Um grupo de soldados que tinha diferenças públicas, mas que nunca deixou que essas diferenças atrapalhassem o mínimo que fosse o exército em sua marcha. O objetivo era comum a todos e com muita luta ele foi cumprido. Não por acaso aqueles soldados entraram para a Galeria de Grandes Heróis Republicanos. Não por acaso nos museus da capital General Severiano existem belos quadros pintados a óleo, retratando batalhas especiais daquela campanha, como o massacre dos galos nas planícies do Maracanã, ou a Blitzkrieg que arrasou os flamengos nas longínquas planícies de Forrólândia.

Na data do aniversário dessa grande conquista gloriosa, o povo presta as justíssimas homenagens aos grandes heróis que tanto orgulharam os cidadãos, e orgulham até hoje.


A tradicional parada militar de 17 de dezembro comemora a grande conquista do exército glorioso


***

Na contra-mão do orgulho pelos heróis do passado está a desconfiança que o povo nutre pelos soldados do presente. Os (poucos) expurgos e as (muitas) deserções de tropas estão levando o povo à preocupação e à incerteza acerca da qualidade do nosso exército no futuro próximo.

O Ministério da Propaganda flamengo, como de costume, agiu rápido e trata de espalhar, diariamente, boatos, fofocas para, através da desinformação, aumentar o clima de insegurança e instabilidade entre o povo glorioso.

Pois o povo viu, seguidamente, os morteiros da Tropa de Granadeiros Renato Silva falharem miseravelmente. Fez manifestações nas ruas para que o Coronel Lucio Flavio fosse passado à reserva por sua falta de brios e coragem nas batalhas. Arrancou cabelos de preocupação e raiva com a total falta de capacidade dos Blindados WP ou com o ridículo problema de mira dos Caças JH. Enfim, o povo que se irritou e sofreu muito com a incompetência dos que desertaram, não pode lamentar a saída desses soldados incompetentes de nossas fronteiras. Suas saídas devem ser comemoradas, não choradas.

O retrato da ineficiência dos blindados WP: não há como lamentar a saída desse e de outros estorvos do exército glorioso

Dizem eles, ao justificarem as deserções, que a República os deve pagamentos de soldo. Isso é verdade, mas não podemos esquecer que esses soldados incompetentes também nos devem, nos devem muito. Eles nos devem esperanças, sonhos, expectativas. Eles nos devem horas de sono, cabelos (ou cabelos que não sejam brancos). Eles nos devem muitas segundas feiras.

Que fujam portanto, antes que o povo resolva cobrar o que eles nos devem. Basta o povo lembrar dos heróis de 13 anos atrás para perceber, sem sombra de dúvidas, que os desertores e expurgados sem qualquer sentimento republicano de hoje não farão nenhuma falta.

12.12.08

Propaganda

Com absoluta convicção, afirmo que o blogue “Mundo Botafogo” (www.mundobotafogo.blogspot.com/) é uma das melhores e mais importantes fontes para dados históricos da nossa querida República do Botafogo. Também é um sítio onde, além de dar valiosas informações sobre o passado republicano, o bravo camarada glorioso e meu bom amigo Rui Moura faz sempre análises brilhantes e precisas sobre a situação presente do nosso amado país.

E, a convite do Rui, escrevi um balanço sobre o ano de 2008, cheio de percalços e dificuldades, esperanças e decepções. O texto pode ser acessado diretamente em http://mundobotafogo.blogspot.com/2008/12/o-breve-2008-o-ano-dos-extremos.html.

Obrigado ao Rui pelo espaço e, a quem não conhece, o Mundo Botafogo realmente vale a visita!

8.12.08

Faltou a Cavalgada das Valquírias

A falta de vontade dos soldados gloriosos em defender Engenhão contra os figos e os conseqüentes saques desses bárbaros acabaram por completo com o que havia restado das linhas de defesa da segunda cidade mais importante da República do Botafogo. A Linha Maginot-Biriba sofreu danos terríveis em sua estrutura, assim como o centro da cidade e suas belas praças foram destruídas. O estrago foi tão grande que estradas foram bloqueadas e linhas de comunicação foram interrompidas, o que impediu que os detalhes da guerra fossem atualizados como de costume.

Se na cidade de Engenhão a situação era caótica, na capital General Severiano a coisa não era muito diferente. Efervescendo politicamente, a capital viu o princípio de uma fuga em massa. Muitos dos que governavam o país já deixaram as fronteiras republicanas, algums rumo ao esquecimento, outros, segundo se diz, rumo ao exílio no Reino dos Galos. No exército, a situação não foi diferente, com ou ameaças e concretizações de deserções e fugas. Algumas tropas, como a Companhia Trigo, estão fugindo do país para não serem presas e julgadas por tribunais populares formados pelo povo revoltoso. Outros, como o Capitão Túlio, que já foi o comissário político para a disseminação do botafoguismo entre as tropas, surpreendeu a todos com seu pedido de baixa e posterior adesão ao exército curinga, para onde devem ir outras tropas que combateram pelo exército glorioso.

O cenário não era nada bonito na capital republicana. Ruas desertas, os tradicionais cafés onde intelectuais e homens do povo costumavam se reunir para celebrar os grandes momentos do país às moscas, insegurança absoluta entre os cidadãos... todos se precavendo para a chegada de uma era de dificuldades e esperando ansiosamente que o novo governo consiga responder à altura da gigantesca tarefa que terá à sua frente.

Foi nesse clima caótico, cheio de desinformações, boatos, inseguranças e com um sentimento de caos instalado, que o Marechal Nei Frango, amante do cinema, se inspirou no Coronel Bill Kilgore de “Apocalypse Now” e decidiu atacar os Porkokorps do Marechal Rommel Luxemburgo em seu próprio território. As semelhanças são incríveis: Tanto o marechal Nei Frango quanto o coronel Bill Kilgore resolveram fazer ataques sem qualquer interesse tático ou estratégico, por locais que não valiam de nada e por motivos pessoais e hedonistas: o Coronel Kilgore, para surfar. O Marechal Nei Frango, para “massagear o ego”.

Mas falta ao marechal de campo glorioso uma boa dose estilo, assim como falta ao que sobrou do exército republicano uma boa dose de tecnologia militar e capacidade bélica. Dessa maneira, as tropas gloriosas não chegaram às feias e sujas margens do Rio Tietê em helicópteros, nem tocando a “Cavalgada das Valquírias”. O ataque à capital dos Porkokorps foi muito mais simples e menos pirotécnico, mas não menos eficaz. Liderados por um efetivo Coronel Lucio Flavio e com o Sargento Renan em grade forma, o exército glorioso conseguiu o improvável e derrotou os sempre perigosos soldados de Rommel Luxemburgo em seu terreno. O golpe decisivo, para aumentar a surpresa, foi dos blindados WP e sua eficiência bissexta.



Palmeiras destruídas às margens do Rio Tietê: o exército glorioso subjugou as tropas do Porkokorps em seu próprio território

O ataque sem sentido para massagear o ego do Marechal Nei Frango funcionou, afinal. Os soldados voltaram para casa vencedores e o povo glorioso pôde abrir as janelas por alguns instantes e apreciar o sol quente da manhã.
Ego massageado e fim definitivo das campanhas militares por esse ano, a República tem no horizonte enormes desafios: o futuro governo deverá contornar uma crise grave econômica que assola o país, assim como uma grave crise de respeitabilidade, entre os outros países e soldados. O exército, seja lá como ele for formado para as futuras campanhas, por sua vez deverá contornar uma crise de credibilidade junto ao povo glorioso. Terá que se mostrar mais tenaz e mais digno, terá que lutar com mais bravura e menos frescura, terá que buscar as vitórias e devolver ao povo republicano todo o orgulho que sempre caracterizou o povo glorioso.

Como já foi dito, a luta nunca termina, ela apenas começa! E é hora de começar mais uma etapa da eterna batalha em nome do botafoguismo.

Helicópteros poderosos chegando para atacar ao som da "Cavalgada das Valquírias" de Wagner, inspirando terror nos inimigos. Isso foi o que faltou aos gloriosos esse ano. Que não falte nas batalhas de 2009.

27.11.08

De pé, molengas!

Definitivamente, a política é o assunto do momento na República do Botafogo. A unidade forjada sem base concreta, seu rompimento, a quase dissolução do governo de transição, tentativas e acusações de golpes e, finalmente, a confirmação do próximo governo, que assumirá o que restou do atual, foragido e, dizem, partindo para o exílio no Reino dos Galos.

Mas as peripécias dos políticos alvinegros, por mais importantes que sejam, não podem ser o único foco da atenção dos gloriosos. Não enquanto ainda há batalhas a serem travadas. Desesperados por estarem abaixo da linha da miséria e prestes a perder sua 1ª Colônia, os figos marcham contra a República, contra a cidade de Engenhão. Querem fazer saques, cometer atos vis e bárbaros e tentar salvar a própria pele da miséria em se encontram.


Mesmo parcialmente destruída e em escombros, a cidade de Engenhão deve ser protegida dos saqueadores bárbaros figos.

Os figos, como de costume em campanhas desesperadas, lançam mão de um palavrório barato, tentando motivar os seus. Correspondentes gloriosos no território inimigo dão informes precisos de que os figos avançam considerando a vitória como certa e que os saques serão feitos, pois os gloriosos não são páreo para eles. Arrogantes, eles lembram das muitas vezes que usaram árbitros de destruição em massa contra a República e sorriem, considerando isso como um grande feito, mostrando toda sua baixeza rastejante.

Eles são nossos inimigos. Nunca tivemos boas relações com eles e não temos motivos para ajudá-los. Que percam o direito à 1ª Colônia, que voltem ao seu lugar como aldeia subdesenvolvida e insignificante.

Por isso, de pé seus molengas que dizem ser soldados gloriosos! A guerra ainda não acabou! Se vocês não têm honra ou coração para lutarem por vocês mesmos, que façam isso pelos milhões de gloriosos que um dia já depositaram confiança e esperança em vocês. Perder é inaceitável.

Que motivo melhor e mais nobre para lutar que pela nossa bandeira, honra e tradições? Só isso já é motivo suficiente para dedicação total. Só isso já é muito maior que qualquer preguiça, desmotivação e inaceitáveis e malditos subornos.

De pé, seus molengas! À batalha, e à vitória!

Cavem trincheiras, soldados. Lutem e vençam. Por nós e pela honra, não por subornos ou qualquer outro motivo obscuro.

26.11.08

A crise e a política pelo "bem maior"

A crise toma conta da República do Botafogo. Nada está imune a ela, nenhum setor da sociedade e da vida do país está livre de seus longos tentáculos.

No aspecto militar, as perspectivas não são boas, com a manutenção de um comando incompetente e de tropas ineficazes, além de uma provável deserção em massa de soldados e pouca perspectiva de reconstrução das tropas. A cidade de Engenhão foi bombardeada, o anel de ferro da Linha Maginot-Biriba caiu e não há muitas esperanças de que seja recuperado tão cedo.

No aspecto financeiro, o país segue mergulhado em dívidas, sem fontes de receita. Falido, o atual governo optou por terceirizar a economia e receitas, num liberalismo de fazer inveja a Francis Fukuyama. O problema é que “investidores amigos” não têm pátria nem coração, não defendem causas ou bandeiras, não trabalham pelo bem comum, mas pelo bem específico, não têm interesse no preto e branco, a única cor que os comove é o verde do dinheiro. Assim, a solução com tais investidores se revelou ainda pior para a República.

No aspecto político, a crise se desdobra. Primeiro, o abandono completo e absoluto do atual governo, que simplesmente deixou suas obrigações para trás. Especula-se mesmo que o presidente trama seu exílio no Reino dos Galos, o que deixou um vácuo de poder e comando no país num momento complicado do nosso país. A criação de um novo governo, de unidade, que iria começar uma transição imediata para assumir em breve parecia um pequeno alento...parecia, mas a 3 dias do pleito que confirmaria sua eleição, um racha generalizado acabou com a tal unidade, com o governo de transição e bota em risco a própria eleição.

Os motivos? Os tradicionais, infelizmente. Brigas por cargos, pastas, ministérios, indicações e privilégios políticos. Assim como os investidores “amigos”, os políticos republicanos parecem ter sido tomados pela preferência ao interesse individual em detrimento ao interesse coletivo. E agora? Acusações de traição e deslealdade de ambos os lados. O povo perdido no meio.

Dizem os dissidentes que o que motivou o racha não foi a mesquinha disputa por cargos, vagas e benefícios. Que isso foi uma decisão tomada pensando no bem maior. Sinceramente, difícil de acreditar. Inclusive, uma leitura de seu manifesto aponta claramente o contrário: lá estão coisas como “quebra de acordo para vice presidências, apenas 40% das cadeiras”, entre outras coisas. E é difícil acreditar que divergências políticas e programáticas tão graves a ponto de causar a cisão do governo de transição tenham surgido apenas na antevéspera do pleito.

Agora, os dois grupos, outrora unidos pelo “bem maior” se acusam: um chama o outro de “traidores, mentirosos, aventureiros, rompedores de acordo”. O outro chama o um de “golpistas, oportunistas, fisiologistas e usurpadores da máquina estatal”. Quem tem a razão? Categoricamente e sem medo de errar, digo que nenhum dos dois lados tem razão. Estão todos errados nessa história.

Estão errados porque o que está claro é que os grupos políticos estão, como de costume, botando seus respectivos interesses partidários à frente do “bem maior”. Até mesmo insinuações infantilóides de “meu grupo conseguiu conversar com mais investidores que o outro grupo” já foram lançadas. Ora, se o que norteia todos é o “bem maior” da República, não importa quem conversa com mais investidores e sim que conversas estão sendo feitas e isso será benéfico para todos! Quer dizer, ninguém sabe, pois considerando o naipe de investidores que tivemos até agora...

A dissidência, o racha, a cisão, a briga, tudo isso é sintoma da mesma coisa: na verdade não há quem busque de fato o “bem maior”. Porque a busca pelo interesse coletivo, a busca pelo bem maior não desagrega, ao contrário, ela é aglutinadora. Ela funciona em torno de idéias, e não de nomes e cargos. Ela funciona com base numa determinação legítima e não numa busca por porcentagens de cadeiras num conselho. A forma como a aliança agora rompida foi formada nunca foi essa. Ao contrário, sempre foi obscura, sempre foi esquisita, sempre foi cheia de “no momento apropriado, apresentaremos os projetos e propostas”. Ao contrário da legítima busca pelo “bem maior”, que é feita com o mínio de vaidades, às claras e com participação ou ciência do maior número possível de pessoas, a aliança agora rompida sempre foi feita às escuras e com o mínimo necessário de envolvidos.

O que vemos na política republicana é o festival do “eu primeiro”. Agora partidos brigando abertamente diante de um povo embasbacado e estarrecido, que não crê no que vê. Vemos na política republicana a vitória do poder pelo poder, visando mais poder, para assim conquistar...poder! George Orwell pode sorrir em seu túmulo. A filosofia do Ingsoc caminha a passos largos para triunfar na República do Botafogo.

E o grupo derrotado? Após esse racha, da maneira como se deu, a coexistência está impossível. Ao grupo derrotado, seja ele qual for, não restará alternativa que não a defesa voraz do “quanto pior, melhor”. Porque o sucesso de um grupo, necessariamente, significará o fracasso do outro. E como o mais provável é nenhum grupo consiga se sobressair sobre o outro, a tendência é essa cisão e a briga política enfraquecer ainda mais nossa querida República do Botafogo.

É muito difícil conseguir a unidade política. Muitas vezes ela sequer é desejável. Talvez tudo estaria melhor se os grupos fossem estabelecidos como tal desde o princípio, ao invés de tentar forjar uma falsa unidade baseada em loteamento de cargos e porcentagem de cadeiras no conselho. Aliança essa que, às vésperas do pleito se rompe da pior forma possível.

Qual dos dois grupos sairá vencedor? Não sei e, honestamente, não me importo mais. O que sei, e isso me importa muito, é que a nossa República do Botafogo sai perdendo nisso tudo.

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Serão esses os "investidores amigos" que se aproximam da República do Botafogo, trazidos pelos grupos antes unidos, agora antagonistas?