10.2.09

Defeitos e virtudes

Em sua recém iniciada campanha para salvar a Cidade-09 das garras do Eixo, o exército glorioso vem alternando triunfos e percalços, lutando contra pequenos exércitos ou mesmo contra bandos armados, cooptados ou coagidos pelos países do Eixo, que com isso pretendem atrasar a marcha dos gloriosos para a estratégica interseção na estrada Guanabara. O controle dessa interseção da estrada para a Cidade-09 é um passo importantíssimo para assegurar controle sobre o acesso à Cidade-09 e assim atingir os objetivos.

Depois de alguns problemas em combates anteriores, o Estado Maior encomendou aos siderúrgicos uma remessa de aço, que seria utilizado para incrementar a indústria bélica republicana. Era o começo de uma triste comédia de erros...

O desorganizado exército glorioso foi incapaz de defender a cidade de Engenhão dos guerrilheiros siderúrgicos a serviço do Eixo

Primeiro, falhou a Inteligência do Estado Maior, ao nem sequer desconfiar que a “entrega de aço” dos siderúrgicos era na verdade um cavalo de Tróia enviado pelo Eixo. Os siderúrgicos entraram com toda tranqüilidade em Engenhão e lá começaram seus ataques guerrilheiros.

Falhou o Marechal Nei Frango, levando um exército confuso, desordenado e mal comandado para a batalha. Soldados mal preparados, sem condições de combate ou absolutamente fora dos pontos onde deveriam estar para evitar as estocadas dos siderúrgicos. O corpo principal do exército nem dava guarida à retaguarda nem apoio à vanguarda. A vanguarda, sem apoio, ficava à mercê do fogo inimigo, praticamente inútil. E a retaguarda... esta cometia trapalhadas em série, numa total demonstração de inaptidão para o combate.

Os siderúrgicos fugiram quando conseguiram atingir o objetivo: causar danos na estrutura de Engenhão, impedir que as obras de reconstrução da Linha Maginot-Biriba retornassem e atrasar a marcha do exército glorioso. Um golpe duro para o povo republicano e que expôs graves problemas no exército, desde sua montagem à controversa condução do Marechal Nei Frango.

Mas não havia muito tempo para lamentações ou mesmo para “sessões de análise”. Tão logo correu a notícia do revés glorioso, o Eixo enviou mais um grupo de um pequeno vilarejo contra a República: os castores.

O povo castor sempre foi um povo simpático e amistoso. Vivendo sossegados em seus quentíssimos domínios, eles nunca tiveram a intenção de atacar o exército glorioso. Mas foram coagidos a isso. Os flamengos, algumas semanas antes, lançaram contra os pobres castores alguns dos terríveis árbitros de destruição em massa de seu criminoso arsenal. Muitos castores caíram. Aos que restaram, foi imposta uma condição: atacar a República do Botafogo dentro da cidade de Engenhão ou ver sua cidade sofrer ainda mais com as armas criminosas dos flamengos.

Sem alternativa, uma coluna de milicianos castores seguiu contra Engenhão. Era clara a falta de interesse deles em lutar. Claramente, eles o faziam porque estavam sendo obrigados, mas em nenhum momento eles pareceram inclinados a arriscar mais que o necessário para apenas cumprir as exigências dos criminosos flamengos que os coagiam e chantageavam.
Tudo indicava que seria então uma batalha rápida e relativamente tranqüila, onde os gloriosos expulsariam os milicianos com facilidade e sem sofrimento. Mas as coisas para o exército republicano nunca são tão simples assim...

O Marechal Nei Frango insistiu em lançar para a defesa da segunda cidade mais importante do país um exército com tropas ineficazes e fora de posições onde poderiam defender melhor Engenhão. Além dele, o entreguista Cabo Anselmo “Juninho” aprontou mais uma vez das suas, mostrando para os castores caminhos desprotegidos, por onde eles conseguiram atingir prédios importantes de nossa cidade. A verdade é que enquanto esse quinta-coluna do Cabo Anselmo “Juninho” estiver entre nossas tropas, os republicanos não terão paz ou sossego. Sua veia entreguista pulsa cada vez mais forte e corremos eterno risco de sofrermos gravemente por conta disso. Quando o Estado Maior verá que esse soldado é um verdadeiro estorvo em nossas fileiras? Esperamos que brevemente.

Se a retaguarda tem elementos entreguistas,a vanguarda assume a responsabilidade e expulsa os invasores. Os tanques VS-9 se mostram muito eficientes no começo da campanha.

Com a retaguarda trabalhando para o inimigo, a solução encontrada foi investir na vanguarda. Entraram em ação os novos e poderosos tanques VS-9. Bem assessorados pelo Tenente Maicosuel, oficial de suprimentos e da 7ª Brigada do Major Reinaldo,os tanques VS-9 causaram terror e estragos nos milicianos castores. Estava aberto o caminho para a vitória dos gloriosos. Foi apenas questão de tempo até os castores fugirem de volta para sua cidade, conscientes de que aceitar a coerção dos flamengos havia sido uma péssima idéia.

Os gloriosos, após o lamentável revés diante dos siderúrgicos, voltam a marchar e estão se aproximando da interseção da estrada Guanabara. Vai se aproximando o momento onde batalhas deixarão de ser contra pequenos grupos de milicianos de vilarejos pobres e mal equipados. Vai se aproximando a hora onde o exército glorioso confrontará seus grandes inimigos, os países do Eixo.

Há algo errado com o GPS do Marechal Nei Frango? Os soldados estão confusos com suas coordenadas por demais erráticas e improvisadas

Será que o exército glorioso está preparado para isso? É um exército que tem algum potencial, algumas virtudes e alguns defeitos. O Marechal precisa deixar de lançar tropas ao combate baseado na simpatia pessoal. Isso não cabe num exército como o glorioso. E precisa parar de inventar arranjos malucos na formação das tropas combatentes. Os quinta-colunas da retaguarda devem ser removidos imediatamente dos combates. E a vanguarda deve ser mais apoiada,para que todo seu grande potencial seja plenamente explorado.

Ainda pairam dúvidas sobre esse novo exército e suas reais capacidades e possibilidades. Mas o povo nunca abandonou ou deixou de apoiar as tropas de seu país em luta pelos altos ideais do botafoguismo. Não será diferente dessa vez.

Avante gloriosos! Vamos esmagar o Eixo!

2.2.09

As batalhas pela Cidade-09

A Cidade-09 é um centro regional de comércio e indústria, localizada à beira da importante estrada para o Monte Brasil. Apesar de sua inegável decadência, que pode ser vista na degradação de suas ruas e praças, é uma cidade de grande importância histórica e de grande valor simbólico. Por conta disso, os famigerados países que compõe o Eixo mais uma vez se uniram em terrível aliança, dessa vez para controlar e subjugar a população de tal cidade, implementando o terror e impondo o obscurantismo de idéias.

Contra essa nova ameaça de seus inimigos, a República do Botafogo mais uma vez se levantou. Mesmo em meio a um complicado processo de troca de governo e expurgos na política e no exército, os gloriosos não poderiam se calar ou se omitir diante de tamanha ameaça contra a Cidade-09. Reformulou então seu exército e, mesmo com um curtíssimo tempo de preparação e adaptação dos novos soldados aos valores fundamentais da República, partiu em marcha para derrotar o Eixo e assim assegurar uma existência tranqüila e feliz aos habitantes da Cidade-09, sob a proteção republicana.

A simples ameaça de invasão do Eixo já preocupa habitantes da Cidade-09
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A terrível campanha do Eixo contra a Cidade-09 se desdobra em 3 frentes distintas de atuação: a militar, a política e a propaganda. A frente militar é a mais simples de ser explicada: os exércitos do Eixo avançam (ou no caso dos coloridos, não avançam) destruindo os vilarejos por onde passam, queimando plantações e cometendo atrocidades. Os flamengos, como de costume, se superam, lançando árbitros de destruição em massa contra pequenas vilas indefesas e praticamente desarmadas.

A frente da propaganda é, mais uma vez, controlada pelo maligno Ministério da Propaganda flamengo. Do alto de suas torres sinistras no Reino da Gávea, o ministro Renato Maurício Goebbels e seus asseclas lançam uma campanha de desinformação, contra informação e mesmo mentiras deslavadas, tentando fazer com que todos pensem que a batalha mal começada já está decidida a favor do Eixo.

A frente de atuação política do Eixo é mais um componente complicador para o exército republicano. Aqui, diplomatas e figurões dos países do Eixo se desdobram em manobras políticas para controlar o Tribunal Internacional, que fará vista grossa aos crimes de guerra do Eixo. É nessa frente política que também atuam os traficantes de armas do inimigo, que agem nas sombras fornecendo armamentos e convencendo povos pacíficos dos pequenos vilarejos próximos à Cidade-09 a lutar pelo Eixo, sendo peões na inglória causa inimiga.

Sim, o Eixo sabe que esses pequenos vilarejos mal armados não são páreo para nosso exército glorioso, mas com a política de cooptação eles esperam conseguir causar alguns danos, algumas baixas ou mesmo alguns atrasos na marcha do nosso exército rumo aos portões da Cidade-09.

E assim, o exército glorioso já foi obrigado a avançar e desarmar guerrilheiros inimigos da aldeia bacaxá e a vencer resistência dos petroleiros, que insistiam em fornecer combustível para as máquinas militares do Eixo.

Mas a política de cooptação dos inimigos seguiu firme e o exército glorioso foi obrigado a marchar por terras ermas e distantes para dobrar a hostilidade dos mesquitas, que estavam em conluio com os flamengos numa trama contra a República. E depois de tempos de ausência das fronteiras republicanas e do cotidiano do novo exército, me senti na obrigação e fui acompanhar in loco a batalha, dando o meu suporte às nossas tropas.

É fácil de perceber que o reformulado exército glorioso tem algumas virtudes e alguns problemas. Na vanguarda ofensiva, os obsoletos e inoperantes blindados WP foram substituídos pelos vigorosos tanques modelo VS-9, que parecem ser muito mais resistentes e eficientes que o modelo do ano passado. Os tanques VS-9, ao lado da recém incorporada 7ª Brigada do Major Reinaldo anima o povo glorioso, parecendo ser uma poderosa força de ataque aos inimigos. Essas tropas têm o apoio do novo Oficial de Suprimentos, o Tenente Maicosuel, que apesar da baixa patente e do hábito de vez por outra florear demais em seus despachos, parece ser competente no cumprimento de suas funções.

Os novos modelos de tanque VS-9. Nova arma ofensiva mostra bom potencial.


Se a vanguarda ofensiva anima, o corpo principal do exército preocupa. A famélica Companhia Lucas Silva ultrapassa os limites da falta de aptidão militar. Os soldados dessa Companhia correm a esmo pelo campo de batalha, denunciando ao inimigo as posições do exército glorioso. São ineficazes quando atacam e inúteis quando precisam defender posições. Da mesma forma,os soldados da Companhia Léo Silva. São dedicados e voluntariosos, mas muito mal equipados. Suas armas são porretes e fundas, para tacar pedras. Muito pouco para quem combate numa guerra onde inimigos utilizam armas poderosas e muitas vezes, árbitros de destruição em massa... além disso a sempre confiável Companhia LG está deslocada e subutilizada. Dessa forma, o corpo principal do exército é frágil e vulnerável a ataques inimigos, mesmo os mais fracos e mal armados, como eram os mesquitas.
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Soldados da Companhia Léo Silva: podem ser corajosos e voluntariosos, mas suas limitações bélicas são evidentes.

A retaguarda também inspira cuidados. Não há no exército glorioso sequer uma tropa capaz de fechar decentemente o flanco esquerdo. O recruta Eduardo é fraco e indolente. O Cabo Thiaghuinho foi bem, ao assumir seu lugar, mas é apenas um tapa buracos, que pode não funcionar contra exércitos mais poderosos. Além disso, a Companhia Emerson é muito fraca. Não oferece segurança alguma ao restante do exército. Assim como a veia entreguista do Cabo Anselmo continua pulsando fortíssima. Da retaguarda, o grande destaque é o (recém promovido) Tenente Renan, orgulho das Academias Militares Gloriosas, cada vez mais firme na posição de comandante da retaguarda.

A questão que nos é imposta é: esse novo exército glorioso é capaz de fazer frente ao Eixo e garantir a segurança da Cidade-09 contra a ameaça inimiga? Sim, é. Especialmente se o Marechal de Campo Nei Frango perceber as muitas limitações de tropas que estão entre suas favoritas.

As expectativas de que esses novos soldados possam cumprir seu dever são grandes. A República conta com eles. Os pobres habitantes da Cidade-09, ameaçados pelo Eixo, também. Que nosso exército orgulhe a todos! Avante republicanos, em nome de nossos ideais e de nossas cores!


Soldado glorioso, proteja bem e mantenha nossa bandeira tremulando no alto!

31.1.09

Pequenas dificuldades

Uma série de importantes compromissos e viagens me tirou das fronteiras republicanas nos últimos dias. Com dificuldades de estabelecer linhas de comunicação, muitas vezes as notícias de nosso querido país e das primeiras batalhas contra o Eixo pelo controle da Cidade-09 vieram de mensageiros.

Seguir sem notícias do front foi um grande martírio. Mas a tendência é as coisas voltarem ao normal e o avanço do novo exército glorioso voltará a ser comentado por aqui.

Saudações a todos.

14.1.09

Botas, fuzis, capacetes

O mundo encontra-se novamente sob ameaça. Mais uma vez, a asa negra do obscurantismo do Eixo se mobiliza para a guerra. A terrível aliança entre o Reino da Gávea, o Reio de Laranjal e o Império de Sãojanú se prepara para avançar com suas hordas sobre a Cidade-09 e lá pretende instalar o caos, terror e desgraça.

Mais uma vez, a única esperança está depositada na República do Botafogo. Contra o atraso, contra o obscurantismo e os valores deturpados do Eixo, a presença das tropas republicanas para salvar a pacata Cidade-09 se faz necessária.

Reformulado após os últimos expurgos, os soldados se aprontam para a dura batalha que os espera. Os inimigos são duros, traiçoeiros e têm em suas fileiras muitos dos que foram expurgados de nossas fronteiras.

Vem chegando novamente o tempo de botas, fuzis e capacetes. Que nosso exército marche pelos altos ideais do botafoguismo. Avante gloriosos, com consciência e fuzis, venceremos!


Soldado glorioso! Vai se aproximando a hora de botar fogo nos inimigos e derrotar novamente o Eixo!

7.1.09

A (lamentável) volta do entreguista

É impossível entender de onde vem tamanho fetiche e fixação de alguns setores da República pelo Cabo Anselmo “Juninho”, que aparentemente, acerta com o Estado Maior seu retorno às fileiras do exército glorioso.

Quando combateu pela República do Botafogo, o Cabo Anselmo “Juninho” se destacou na verdade por sua habilidade como lançador de morteiros a média e longa distância. Entre seus admiradores, isso é sempre comentado e lembrado, em histórias que colocam o Cabo como um grande herói de batalhas vencidas.

Mas por mais que os morteiros do Cabo Anselmo “Juninho” tenham, sim, sido importantes em alguns momentos, a verdade é que ele tem uma grande vocação entreguista. Há que se lembrar que o Cabo era responsável pela manutenção das linhas de retaguarda, função importantíssima e muitas vezes pessimamente executada por esse sub-oficial. Era muito comum o Cabo Anselmo “Juninho” encontrar-se fora de sua posição e ser subjugado com facilidade por tropas inimigas, mesmo as mais fracas. Além disso, sua incapacidade e displicência sempre davam um jeito de denunciar as posições da retaguarda gloriosa ao inimigo, que atacava com sua força aérea e causava grandes estragos no exército glorioso.

Quantos revezes republicanos não podem ser creditados ao fato do Cabo Anselmo “Juninho” estar fora de sua posição, denunciar isso para a força aérea inimiga e ainda por cima ser absolutamente incompetente no comando da bateria anti-aérea?

No fim de 2007, quando estava evidente o caráter entreguista do Cabo Anselmo “Juninho”, que começava a ser realmente e seriamente questionado na República, ele fugiu para o exílio, escondido e anônimo no Reino dos Bambis. Para agora ser resgatado e anistiado pelo novo governo, que comete seu primeiro grande equívoco com isso.

Agora, só resta torcer para que essa veia entreguista do Cabo Anselmo “Juninho” não esteja tão ouriçada nesse seu retorno...

Quando souberam do provável retorno do entreguista Cabo Anselmo "Juninho", os países do Eixo trataram de mobilizar suas forças aéreas para atacar a República. Perigo à vista!

2.1.09

Unidos venceremos

Após a lamentável fuga ao exílio do ex-presidente, tomou posse oficialmente o novo governo, que terá muito trabalho para reorganizar a economia e o exército da República do Botafogo. As promessas de serão feitos grandes investimentos em educação, em especial na Escola Marechal Hermes de formação de Soldados deixam todo o povo com grandes esperanças.

O momento agora é de união nacional. Desconfianças, pessimismos e questões político - partidárias devem ser deixadas de lado. Nosso país encontra-se diante de uma encruzilhada histórica e deve tomar o caminho certo, que é o caminho das vitórias, das glórias e da felicidade de seu povo. Ou seja, a República deve retomar o caminho que sempre trilhou. Por isso, toda sorte do mundo ao novo governo.

O povo é mais uma vez chamado a defender seu país e suas cores e, como de costume, corresponderá. Unidos venceremos!
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O objetivo é comum. Por isso, o trabalho deve ser de todos. Viva a República!

29.12.08

A lamentável fuga ao exílio

Como uma versão em preto e branco de Fulgêncio Batista, o presidente da República do Botafogo fugiu do país às vésperas do ano novo e acertou definitivamente o seu exílio no Reino dos Galos. Mas acontece que na nossa gloriosa República, o próximo governo não é composto por guerrilheiros barbudos e nem chegou ao poder através de uma revolução armada, mas através do processo eleitoral legal do país. Por que então a apressada fuga de nosso ex-presidente para o Reino dos Galos?

O ex-presidente fugiu porque tem esqueletos no armário, fugiu porque deixa dívidas e problemas para o próximo governo. Suas declarações cínicas de que a “República do Botafogo é passado” e que “as dívidas deixadas são problema do próximo governo” demonstram no mínimo uma falha de caráter do ex-presidente, além de falta de respeito à República do Botafogo, a seu povo e até mesmo aos 5 anos anteriores, quando ele foi um bom presidente.


No teto da embaixada dos galos, os famigerados colaboradores se acotovelam, tentando uma vaga no helicóptero onde o ex-presidente fugia para o exílio

Os grandes feitos de sua gestão, em especial a vitoriosa campanha das Batalhas do Caio Martins, onde a República reconquistou a 1ª Colônia, e a incorporação da cidade de Engenhão às fronteiras gloriosas não podem ser eclipsados pelo desastre que foi o último ano de seu mandato. Mas esses grandes feitos tampouco podem ser considerados uma espécie de habeas corpus que permite ao ex-presidente e seus colaboradores cometerem toda sorte de erros. O povo glorioso não é do tipo que vende indulgências. Nós sabemos reconhecer as virtudes mas não abrimos mão de cobrar as responsabilidades.

No final das contas, a gestão do ex-presidente Bebeto de Freitas acaba melancolicamente. Assim como muitas das últimas campanhas militares do exército glorioso, a gestão política tinha tudo para ser histórica, eterna, coberta de glórias e respeito do povo. E assim como as últimas campanhas militares, a gestão política atual acabou de maneira triste e pequena, um lamentável e cinzento ocaso.

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Escrever no Botafoguismo foi sem dúvida um dos grandes prazeres que tive em 2008, um ano difícil para mim e para nosso querido Botafogo. Um ano com acontecimentos trágicos que abalaram e ainda causam grande impacto na minha família e também acontecimentos dramáticos que abalaram e ainda causam grande impacto no Botafogo.

Felizmente, portanto, 2008 vai acabando. Que 2009 seja o ano que paremos de chorar e voltemos a sorrir e viver felizes.

Agradeço a todos os que leram, elogiaram, criticaram e participaram do blog e fizeram dele um inesperado sucesso, já com mais de 20.000 visitas (considerando sempre que o “Botafoguismo” já tinha quase 4 meses quando o contador de visitas foi instalado).

Desejo a todos os amigos um grande 2009!

Um grande abraço,
Danilo Rosa Paiva

17.12.08

Os heróis do passado e os borra botas do presente

Hoje é feriado na República do Botafogo! Treze anos atrás, o exército glorioso protagonizou a Grande Marcha de 95, percorrendo um grande caminho em nome do país e da ideologia do botafoguismo. Em 17 de dezembro daquele ano, após meses de intensa campanha, o exército glorioso forçou a rendição dos peixes na batalha final, conquistando a hegemonia total.

Jornais do mundo inteiro noticiaram com grande alegria a conquista do exército republicano, em 17 de dezembro, na Grande Marcha de 95

Essa era a grande glória para um grupo de soldados valorosos, que lutava com muita bravura e coragem em defesa das cores, da bandeira e dos ideais republicanos. Era um exército que contava com uma fabulosa retaguarda, comandada pelo Coronel Gottardo, pelo Tenente-Coronel Gonçalves e que tinha como ajudante de ordens o Major Leandro Ávila. Era um exército que tinha uma infantaria valente, em especial a Companhia Sergio Manuel. E que tinha um poder de fogo fenomenal, comandado pelo General Túlio e pelos poderosos Caças Donizete.

Um grupo de soldados que tinha diferenças públicas, mas que nunca deixou que essas diferenças atrapalhassem o mínimo que fosse o exército em sua marcha. O objetivo era comum a todos e com muita luta ele foi cumprido. Não por acaso aqueles soldados entraram para a Galeria de Grandes Heróis Republicanos. Não por acaso nos museus da capital General Severiano existem belos quadros pintados a óleo, retratando batalhas especiais daquela campanha, como o massacre dos galos nas planícies do Maracanã, ou a Blitzkrieg que arrasou os flamengos nas longínquas planícies de Forrólândia.

Na data do aniversário dessa grande conquista gloriosa, o povo presta as justíssimas homenagens aos grandes heróis que tanto orgulharam os cidadãos, e orgulham até hoje.


A tradicional parada militar de 17 de dezembro comemora a grande conquista do exército glorioso


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Na contra-mão do orgulho pelos heróis do passado está a desconfiança que o povo nutre pelos soldados do presente. Os (poucos) expurgos e as (muitas) deserções de tropas estão levando o povo à preocupação e à incerteza acerca da qualidade do nosso exército no futuro próximo.

O Ministério da Propaganda flamengo, como de costume, agiu rápido e trata de espalhar, diariamente, boatos, fofocas para, através da desinformação, aumentar o clima de insegurança e instabilidade entre o povo glorioso.

Pois o povo viu, seguidamente, os morteiros da Tropa de Granadeiros Renato Silva falharem miseravelmente. Fez manifestações nas ruas para que o Coronel Lucio Flavio fosse passado à reserva por sua falta de brios e coragem nas batalhas. Arrancou cabelos de preocupação e raiva com a total falta de capacidade dos Blindados WP ou com o ridículo problema de mira dos Caças JH. Enfim, o povo que se irritou e sofreu muito com a incompetência dos que desertaram, não pode lamentar a saída desses soldados incompetentes de nossas fronteiras. Suas saídas devem ser comemoradas, não choradas.

O retrato da ineficiência dos blindados WP: não há como lamentar a saída desse e de outros estorvos do exército glorioso

Dizem eles, ao justificarem as deserções, que a República os deve pagamentos de soldo. Isso é verdade, mas não podemos esquecer que esses soldados incompetentes também nos devem, nos devem muito. Eles nos devem esperanças, sonhos, expectativas. Eles nos devem horas de sono, cabelos (ou cabelos que não sejam brancos). Eles nos devem muitas segundas feiras.

Que fujam portanto, antes que o povo resolva cobrar o que eles nos devem. Basta o povo lembrar dos heróis de 13 anos atrás para perceber, sem sombra de dúvidas, que os desertores e expurgados sem qualquer sentimento republicano de hoje não farão nenhuma falta.

12.12.08

Propaganda

Com absoluta convicção, afirmo que o blogue “Mundo Botafogo” (www.mundobotafogo.blogspot.com/) é uma das melhores e mais importantes fontes para dados históricos da nossa querida República do Botafogo. Também é um sítio onde, além de dar valiosas informações sobre o passado republicano, o bravo camarada glorioso e meu bom amigo Rui Moura faz sempre análises brilhantes e precisas sobre a situação presente do nosso amado país.

E, a convite do Rui, escrevi um balanço sobre o ano de 2008, cheio de percalços e dificuldades, esperanças e decepções. O texto pode ser acessado diretamente em http://mundobotafogo.blogspot.com/2008/12/o-breve-2008-o-ano-dos-extremos.html.

Obrigado ao Rui pelo espaço e, a quem não conhece, o Mundo Botafogo realmente vale a visita!

8.12.08

Faltou a Cavalgada das Valquírias

A falta de vontade dos soldados gloriosos em defender Engenhão contra os figos e os conseqüentes saques desses bárbaros acabaram por completo com o que havia restado das linhas de defesa da segunda cidade mais importante da República do Botafogo. A Linha Maginot-Biriba sofreu danos terríveis em sua estrutura, assim como o centro da cidade e suas belas praças foram destruídas. O estrago foi tão grande que estradas foram bloqueadas e linhas de comunicação foram interrompidas, o que impediu que os detalhes da guerra fossem atualizados como de costume.

Se na cidade de Engenhão a situação era caótica, na capital General Severiano a coisa não era muito diferente. Efervescendo politicamente, a capital viu o princípio de uma fuga em massa. Muitos dos que governavam o país já deixaram as fronteiras republicanas, algums rumo ao esquecimento, outros, segundo se diz, rumo ao exílio no Reino dos Galos. No exército, a situação não foi diferente, com ou ameaças e concretizações de deserções e fugas. Algumas tropas, como a Companhia Trigo, estão fugindo do país para não serem presas e julgadas por tribunais populares formados pelo povo revoltoso. Outros, como o Capitão Túlio, que já foi o comissário político para a disseminação do botafoguismo entre as tropas, surpreendeu a todos com seu pedido de baixa e posterior adesão ao exército curinga, para onde devem ir outras tropas que combateram pelo exército glorioso.

O cenário não era nada bonito na capital republicana. Ruas desertas, os tradicionais cafés onde intelectuais e homens do povo costumavam se reunir para celebrar os grandes momentos do país às moscas, insegurança absoluta entre os cidadãos... todos se precavendo para a chegada de uma era de dificuldades e esperando ansiosamente que o novo governo consiga responder à altura da gigantesca tarefa que terá à sua frente.

Foi nesse clima caótico, cheio de desinformações, boatos, inseguranças e com um sentimento de caos instalado, que o Marechal Nei Frango, amante do cinema, se inspirou no Coronel Bill Kilgore de “Apocalypse Now” e decidiu atacar os Porkokorps do Marechal Rommel Luxemburgo em seu próprio território. As semelhanças são incríveis: Tanto o marechal Nei Frango quanto o coronel Bill Kilgore resolveram fazer ataques sem qualquer interesse tático ou estratégico, por locais que não valiam de nada e por motivos pessoais e hedonistas: o Coronel Kilgore, para surfar. O Marechal Nei Frango, para “massagear o ego”.

Mas falta ao marechal de campo glorioso uma boa dose estilo, assim como falta ao que sobrou do exército republicano uma boa dose de tecnologia militar e capacidade bélica. Dessa maneira, as tropas gloriosas não chegaram às feias e sujas margens do Rio Tietê em helicópteros, nem tocando a “Cavalgada das Valquírias”. O ataque à capital dos Porkokorps foi muito mais simples e menos pirotécnico, mas não menos eficaz. Liderados por um efetivo Coronel Lucio Flavio e com o Sargento Renan em grade forma, o exército glorioso conseguiu o improvável e derrotou os sempre perigosos soldados de Rommel Luxemburgo em seu terreno. O golpe decisivo, para aumentar a surpresa, foi dos blindados WP e sua eficiência bissexta.



Palmeiras destruídas às margens do Rio Tietê: o exército glorioso subjugou as tropas do Porkokorps em seu próprio território

O ataque sem sentido para massagear o ego do Marechal Nei Frango funcionou, afinal. Os soldados voltaram para casa vencedores e o povo glorioso pôde abrir as janelas por alguns instantes e apreciar o sol quente da manhã.
Ego massageado e fim definitivo das campanhas militares por esse ano, a República tem no horizonte enormes desafios: o futuro governo deverá contornar uma crise grave econômica que assola o país, assim como uma grave crise de respeitabilidade, entre os outros países e soldados. O exército, seja lá como ele for formado para as futuras campanhas, por sua vez deverá contornar uma crise de credibilidade junto ao povo glorioso. Terá que se mostrar mais tenaz e mais digno, terá que lutar com mais bravura e menos frescura, terá que buscar as vitórias e devolver ao povo republicano todo o orgulho que sempre caracterizou o povo glorioso.

Como já foi dito, a luta nunca termina, ela apenas começa! E é hora de começar mais uma etapa da eterna batalha em nome do botafoguismo.

Helicópteros poderosos chegando para atacar ao som da "Cavalgada das Valquírias" de Wagner, inspirando terror nos inimigos. Isso foi o que faltou aos gloriosos esse ano. Que não falte nas batalhas de 2009.